Eric Gay/AP
Eric Gay/AP

Humilhado em San Antonio, Miami Heat tenta retomar confiança na NBA

Atuais campeões terão que vencer uma partida fora de casa para poder levar a série final de volta para a Flórida

O Estado de S. Paulo

13 de junho de 2013 | 08h20

SAN ANTONIO - O Miami Heat deixou uma péssima imagem no terceiro jogo da série final da NBA, que perde por 2 a 1 para o San Antonio Spurs. Desanimado ao ver sua equipe perdendo por uma desvantagem irrecuperável, o técnico Erik Spoelstra se apoiou no ombro de um de seus auxiliares técnicos, sem demonstrar nenhuma capacidade de reação. A derrota, por 113 a 77, desmoralizou o time da Flórida.

“Eles nos surraram”, lamentou o armador Dwyane Wade, que conseguiu ser o cestinha de sua equipe com apenas 16 pontos. LeBron James ficou com 15.

O único jogador que se salvou da mediocridade geral foi o armador Mike Miller, um veterano de 12 temporadas na NBA, que acertou todos os seus cinco arremessos de três pontos.

O Miami terá que obrigatoriamente vencer uma partida em San Antonio para evitar a eliminação. As duas próximas partidas serão na cidade texana - a primeira nesta quinta-feira, às 22h (de Brasília).

LeBron assumiu sua responsabilidade. “Estou colocando tudo sobre as minhas costas e ombros. Tenho que melhorar, é simples assim. Meus companheiros de equipe estão fazendo um grande trabalho, e eu não estou cumprindo minha parte.”

Os jogadores dos Spurs destacam o papel de Kawhi Leonard na marcação a James.

O Miami se apoia na esperança de que dificilmente Danny Green e Gary Neal, os dois coadjuvantes que tiveram uma noite irrepreensível, terão um desempenho tão extraordinário novamente. Green contribuiu com 27 pontos, e Neal anotou 24, com seis arremessos de três pontos certeiros.

Neal foi ignorado no draft de 2007. Ele passou três temporadas jogando na Europa (Turquia, Espanha e Itália), até ser aprovado em testes do Spurs numa liga de verão, em 2010. Ele cancelou sua lua de mel nas Bahamas para poder participar.

“Danny e eu temos que superar muitas dificuldades e sacrifícios juntos. Chegamos duas horas antes do início do treinamento para aperfeiçoar arremessos e provar aos treinadores que podemos jogar por mais tempo”, disse Neal.

A boa performance dos reservas supriu a ausência de Tony Parker. O armador jogou pouco menos de 28 minutos por causa de um estiramento muscular na perna direita. A lesão, segundo o francês, não ameaça sua participação no jogo desta quinta.

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