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Importantes, Deryk e Jimmy se desdobram dentro e fora de quadra

Armador do Paulistano sofre com o namoro à distância e o ala do Mogi tenta conciliar finais com os estudos

Marcius Azevedo, Gabriel Melloni, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2018 | 06h00

Se nos treinos a concentração é total na decisão do NBB, no tempo livre dois dos destaques destas equipes têm de lidar com as dificuldades de uma rotina imprevisível como é a de jogador de basquete. Do lado do Paulistano, o armador Deryk, cestinha da equipe com 12,4 pontos, controla como pode a saudade da namorada, que vive em Brasília. Já pelo Mogi, o ala Jimmy, o implacável marcador, tem de conciliar as obrigações no clube com os estudos.

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Paulista de Limeira, Deryk tem 23 anos e passagens pela seleção brasileira. Revelado no time da cidade, ganhou projeção nacional pelo Brasília, onde atuou de 2015 a 2017. Foi lá também que ele conheceu Stephanie, com quem mantém uma relação há dois anos, apesar dos mais de mil quilômetros entre a capital do País e São Paulo.

"A mudança me deixou mais longe da minha namorada. Conheci ela quando jogava pelo time da cidade, então, hoje, vivemos em ponte aérea. Quando ela tem uma folga, vem para São Paulo. Quando a folguinha é minha, eu que vou para lá. Ela me ajuda muito, me coloca sempre para cima, me acompanha em tudo, nos momentos bons e ruins. Ter pessoas como essas, mesmo que de longe, me dá cada vez mais forças para seguir em busca dos meus sonhos ", comentou o jogador. 

Já Jimmy tem uma trajetória mais extensa no basquete nacional. Catarinense de Florianópolis, o ala de 28 anos começou a carreira no Joinville, passou por São José e Basquete Cearense, até chegar ao Mogi em 2014. Ao contrário de Deryk, o jogador vive com a mulher na cidade. Por outro lado, divide as atenções entre as quadras e o segundo semestre da faculdade de marketing, que cursa à distância.

"Estudar e trabalhar já é complicado, agora imagina estudar tendo que viajar constantemente, com pressão, com a cabeça no que fazer em quadra, no adversário... Não é fácil. Estudo a distância, então a disciplina para estudar tem que ser ainda maior. Tenho que otimizar meu tempo, e minha mulher me ajuda muito nessa parte. Estou na reta final do semestre na faculdade e também no NBB. Não está sendo fácil, tenho me enrolado nos estudos, mas é por uma boa causa", afirmou.

Em comum, ambos lutam pelo primeiro título de NBB na carreira e mostram respeito e admiração pelo time adversário, apesar da rivalidade estadual. "Tenho certeza que serão jogos dignos de uma grande decisão. São dois times muito fortes, que fortaleceram a rivalidade nesta temporada. Mogi está em grande momento, Paulistano também, então quem tem a ganhar é o basquete brasileiro", considerou Deryk. "Acredito que serão jogos duros, emocionantes, do jeito que os fãs gostam. São dois ótimos times, que vivem bons momentos", concordou Jimmy.

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