Incerteza marca a final do basquete

Hortência confessa que não gostaria de estar na pele dos técnicos Antônio Carlos Vendramini, do Paraná Basquete, e Maria Helena Cardoso, do Vasco, que têm a dura missão de motivar as jogadoras para a disputa do título brasileiro da temporada. A primeira partida da série melhor-de-cinco da decisão do Campeonato Nacional Feminino de Basquete, entre o Paraná e o Vasco, será neste sábado, às 15 horas, no Ginásio Ney Braga, em São José dos Pinhais (com transmissão da SporTV). "Como motivar uma equipe que pode acabar e outra que não recebe salários?", quer saber Hortência. Esta será uma final em que a disputa irá além da eficiência técnica e tática. Hortência, que viveu ao lado de Paula momentos de glória no basquete feminino, incluindo o título de campeã mundial (1994) e a medalha de prata na Olimpíada de Atlanta (1996), observa que "atleta não é robô, tem conta para pagar e fica com sua condição psicológica afetada se estiver preocupado com o salário ou cheio de incertezas com relação ao futuro". Na busca de um patrocinador que possa arcar com os custos do time do Paraná - o governo do Estado continuaria pagando as despesas do Centro de Excelência do Basquete -, Hortência tem esbarrado em muitos ?nãos?. Segundo ela, o que as empresas querem, agora, é vender produtos e não se interessam mais por retorno institucional, de imagem. Frisa que a crise afeta todas as modalidades e afirma que, sem uma lei de incentivo fiscal, "o esporte vai acabar". As estatísticas mostram que Vasco e Paraná podem fazer uma final equilibrada. Na fase de classificação, cada time somou 26 pontos (12 vitórias e 2 derrotas). O Paraná tem a melhor defesa, com média de 83,63 pontos por jogo. O Vasco, o melhor ataque, com média de 64,45 pontos. O segundo jogo será segunda-feira, às 21 horas, no Rio, local também da terceira partida, na quinta-feira.

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