Patrick T, Fallon/Reuters
Patrick T, Fallon/Reuters

Investigação indica que Kobe Bryant pediu para antecipar voo que o matou

Assistente pessoal, Cate Brady, confirmou alteração em depoimento, mas negou que o jogador pressionou o piloto para decolar mesmo com o mau tempo

Redação, Estadão Conteúdo

18 de junho de 2020 | 22h06

Documentos obtidos pelo jornal britânico Daily Mail com investigadores de Los Angeles revelaram, nesta quinta-feira, que o astro Kobe Bryant antecipou em 45 minutos o voo de helicóptero que o matou, assim como sua filha (Gianna) e outras sete pessoas. Bryant pediu a sua assistente pessoal, Cate Brady, que remarcasse o início da viagem de 9h45 para 9h.

"Naquele dia particular, para o domingo, eu na verdade alterei a hora (do voo) na noite anterior, provavelmente por volta das 6h ou 7h (da noite), porque Bryant decidiu que ele queria ver outro time jogar antes do dele. Então, a previsão era uma saída para 9h45, mas na noite anterior mudamos para as 9h", afirmou Cate aos investigadores, que analisaram documento de 1.700 páginas.

Imagens mostraram que uma névoa intensa teria prejudicado a pilotagem. De acordo com o Daily Mail, 45 minutos depois as condições de voo seriam bem melhores.

O helicóptero caiu pouco antes das 10h do horário local, em Calabasas, Los Angeles, Califórnia. Kobe e Gianna iriam disputar uma partida de basquete pelo time do qual participavam.

Em depoimento no dia 19 de fevereiro, Cate Brady afirmou que Kobe não pressionou o piloto, Ara Zobayan, para que o helicóptero decolasse com mau tempo. No dia anterior à tragédia, Zobayan recebeu informações de que o mau tempo poderia ser um problema para a viagem, mas enviou mensagem de texto a Kobe e outras pessoas dizendo que as condições estariam "ok" para o voo.

Vanessa Bryant, viúva de Kobe, chegou a entrar com uma ação em fevereiro contra a família de Zobayan e a empresa Island Express. Em maio, um irmão de Zobayan, Berge, defendeu-se nos autos dizendo que qualquer negligência era relacionada aos passageiros.

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