Iziane abdica da WNBA pela seleção

Optar entre servir à seleção brasileira feminina de basquete ou atuar por clubes há muito deixou de ser uma novidade para a ala Iziane Marques, de 21 anos. Atleta do Phoenix Mercury, da WNBA, a jogadora está treinando no Rio com a seleção que embarca sábado para a disputa de oito amistosos na Europa, a partir de segunda-feira até o dia 8 de setembro. Os jogos são preparatórios para o Pré-Olímpico do México, entre 17 e 21 de setembro."Ao escolher jogar nos Estados Unidos, sabia que ia perder alguma coisa", disse Iziane, que este ano abdicou do direito de disputar o Campeonato Mundial sub-21 da Croácia, onde a equipe foi vice-campeã, e os Jogos Sul-Americanos do Equador com a equipe principal, que conquistou o título.Iziane explicou que desistiu de participar de ambas competições, porque seria mais interessante ficar nos Estados Unidos atuando contra as "melhores" jogadoras do mundo. No entanto, frisou que jogar em um Pré-Olímpico é "diferente".E foi por causa da importância dada ao Pré-Olímpico que, agora, foi a vez de Iziane deixar o time americano, sem chances de conquistar o título da WNBA, para vir atuar pelo Brasil. "É a hora da seleção", frisou a atleta, que aos 19 anos estreou pela equipe principal, conquistando o título da Copa América, e já atuou, inclusive, no Mundial da China, no ano passado.Aos 21 anos, a maranhense Iziane já acumulou vasta experiência internacional. Antes de se transferir para o Phoenix Mercury neste ano, atuou pelo Aix Basket, da França, pela equipe espanhola Yaya Maria Breogan e no ano passado já estava na WNBA, mas atuando pelo Miami Sol."Tive que me readaptar ao ir para o Phoenix nesta temporada. Novas táticas e técnicas. Foi meio difícil", revelou. Segundo ela, a "peregrinação" serviu para lhe dar mais experiência. Lembrou que enquanto a Europa pratica um basquete técnico, nos Estados Unidos o que mais conta é a força."Defesa forte e o físico das americanas são diferentes das brasileiras. Vejo meninas que têm uns braços que mais parecem uma tora", contou Iziane, que ainda não renovou seu contrato para a próxima temporada. "Os próprios juízes de lá permitem um contato físico maior, o que não ocorre no Brasil."

Agencia Estado,

21 de agosto de 2003 | 18h27

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