Janeth e Helen dizem não ao repatriamento

A lateral Janeth Arcain e a armadora Helen Luz só se apresentam à seleção brasileira feminina de basquete após a temporada da WNBA, a liga norte-americana, que será disputada entre maio e setembro. As atletas não aderiram ao processo de ?repatriamento? da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). A intenção da CBB era trazer a maioria das atletas para toda a temporada da seleção, que inclui o Sul-Americano do Equador, em junho, o Pan-Americano de São Domingo, em agosto, e , principalmente, o Pré-Olímpico do México, de 24 a 28 de setembro, classificatório à Olimpíada de Atenas, em 2004. ?Não sou mais tão jovem e não poderia abrir mão do prestígio que significa jogar outra temporada na WNBA, em função do respeito que hoje tenho nos Estados Unidos?, resumiu Janeth, de 34 anos, que seguirá para o Houston Comets entre os dia 5 e 10, para jogar a sétima temporada na liga ? tem quatro títulos com a equipe. Janeth viu resolvidos os problemas que a WNBA tinha com a associação que representa as jogadoras e decidiu renovar o contrato, mesmo não sabendo se exercerá a função de armadora ou ala. A WNBA vai repassar US$ 602 mil para cada franquia que poderá gastar mais que isso com os salários se usar recursos próprios. ?Ficou tudo resolvido.? Helen também seguirá da Espanha, onde faz a fase decisiva do campeonato nacional, para o Washington Mystics. O presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, disse que ?entendeu? as posições de Janeth e Helen que, realmente, teriam dificuldade em dizer não para a WNBA pelo prestígio que têm nos Estados Unidos e as propostas que recebem. Mas admite que ficará aborrecido se a pivô Érika e a lateral Iziane, ambas de 21 anos, decidirem ir também. O mercado aponta a transferência das duas como certa, embora o dirigente afirme que ainda está em negociação com as atletas. ?Teriam de jogar o Mundial da Croácia sub-21, mostrar trabalho na seleção brasileira antes de pensar na WNBA. São muito novas?, afirma Grego. O dirigente garante que as jogadoras receberão ?pelo menos o piso salarial de R$ 5 mil? enquanto estiverem na seleção. Com as repatriadas, a armadora Adrianinha, mais as pivôs Alessandra, Cintia Tuiú e Kelly a negociação foi outra. ?Quando fecharmos os contratos eu informo os valores?, disse Grego. Tuiú e Adrianinha fecharam com a Unimed/Americana para jogar o Paulista, Kelly e Alessandra virão da Europa. A pivô Alessandra, inclusive, deverá ser submetida a uma série de exames médicos, tratamento se necessário, e descanso. Silvinha, que vai atuar em Ourinhos, estava em Ibiza (ESP), mas não foi incluída no processo de repatriamento. ?Era para as jogadoras que tinham convites da WNBA?, explicou Grego. Mas a jogadora também terá direito ao piso salarial, entre junho e setembro, quando a seleção estará trabalhando. Os recursos são provenientes da Lei Agnelo-Piva já que a CBB continua sem patrocínio.

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