Janeth quer ver show da NBA no Brasil

A lateral Janeth, sem clube desde que voltou de sua quinta temporada no Houston Comets, da WNBA, em setembro, ainda trabalha no projeto de montar uma equipe competitiva, em que também jogaria.Aos 32 anos, Janeth, que até virou boneca na temporada passada - um dos muitos produtos que a ?indústria? do basquete norte-americano oferece ao público - quer trazer para o País um pouco do show da liga dos EUA. Ela enviou seu projeto a 30 empresas no Brasil, fez vários contatos e aguarda uma resposta em janeiro. A prioridade de Janeth é jogar no Brasil, em seu próprio time. Em Santo André, corre em um parque perto de casa, faz musculação e bate bola no Clube Panelinha, onde desenvolve um projeto de formação de crianças. "Quero ser um ?espelho? ativo para elas."Se não conseguir patrocinador para o projeto do time nem clube no Brasil, poderá ir para o exterior, disputar as finais do Europeu ou fazer o que os norte-americanos chamam de "aparições" em eventos da WNBA. Certo é voltar para Houston, em maio, para a sexta temporada pelos Comets. "A última temporada foi espetacular", afirmou Janeth, escolhida para o All-Star Game, eleita a terceira melhor atleta da liga e a que mais evoluiu.Janeth acha que seria difícil adotar no Brasil o marketing agressivo da NBA e da WNBA. "Mas daria para trazer algumas novidades para o público, tratando o esporte também como uma atividade de lazer." Nos EUA, os times têm mascotes, atividades e promoções que dão aos jogos um atrativo extra. Nos ginásios, o público encontra comida, bebida e lembrancinhas, unindo jogo, entretenimento e comércio. "Os norte-americanos são muito consumistas, mas poderíamos adotar um pouco disso dentro de nossa realidade."Janeth acha que os dirigentes precisam ter "mais carinho" com o basquete feminino - principalmente a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) que, para ela, dedica-se mais ao masculino. "Se o basquete masculino precisa de ídolo, o feminino, que tem o status das medalhas, tem de manter-se competitivo." Apesar das críticas, ela confirma que pretende estar na seleção brasileira que vai ao Mundial da China, em 2002.

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