Maddie Meyer/AFP
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Jaylen Brown dirige 15 horas de Boston a Atlanta para liderar protesto

Jogador dos Celtics ainda critica prisão de três pessoas que se manifestavam pacificamente contra homicídio de George Floyd

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2020 | 12h26

O mundo esportivo se comove com as recentes questões raciais que ocorreram nos Estados Unidos. Diversos jogadores da NBA se manifestaram após a morte de George Floyd por um policial. LeBron James, Dennis Smith Jr, Malcolm Brogdon são alguns deles, mas Jaylen Brown, do Boston Celtics, é quem mais se destacou na linha de frente dos protestos.

O jogador dirigiu um total de 15 horas, de Boston até Atlanta, para liderar uma manifestação pacífica que pede por justiça no caso, além de abuso de autoridade e assassinato por racismo por parte do policial. Em seu Twitter, Brown ainda protestou contra a prisão de três pessoas durante o ato.

"Três pessoas foram erroneamente presas hoje, este foi um protesto pacífico", publicou o jogador dos Celtics, que ainda se propôs a ajudá-las. "Me enviem suas informações ou nomes se você conhece as pessoas que foram presas."

Em seu Instagram, o jogador ainda criticou a ação policial. "A polícia usou táticas para tentar intimidar nosso grupo, nós não fizemos nada de tumulto ou perturbação pública... Por que três pessoas foram apreendidas? Nós temos direito a manifestar a nossa dor e vocês não têm o direito de calar ou controlar isso! Quando não é pacífico é um problema e quando é pacífico é um problema! Vocês esperam que as pessoas não façam nada?"

Brown transmitiu ao vivo boa parte dos atos em sua rede social, além de publicar outros discursos, como o de colega de NBA, Malcolm Brogdon, do Indiana Pacers. O protesto aconteceu aproximadamente 20 minutos de distância da sua cidade natal Marietta, no estado da Geórgia.

"Sendo uma celebridade, sendo um jogador da NBA, não me exclui de conversa nenhuma. Primeiramente e mais importante, eu sou um homem negro e membro desta comunidade... Estamos conscientizando sobre algumas das injustiças que estamos vendo. Não está bem", disse.

Jaylen Brown é vice-presidente da Associação Nacional de Jogadores de Basquete e marchou segurando um megafone e uma placa com a frase "Não consigo respirar", fazendo referência a Floyd. O homem morreu depois que Derek Chauvin, policial branco, ajoelhou sobre seu pescoço por diversos minutos, impossibilitando-0 de respeirar. O assassinato mexeu com a comunidade de Mineápolis e gerou uma série de manifestações por todo os Estados Unidos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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