Tami Chappell /Reuters
Tami Chappell /Reuters

Jogadora diz que se aposentou ao não suportar bullying na WNBA por ser heterossexual

Segundo Candice Wiggins, 98% das mulheres na liga são gays

O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2017 | 11h45

A aposentadoria da armadora Candice Wiggins, anunciada aos 29 anos em março do ano passado, foi uma surpresa. O motivo foi revelado quase um ano depois, em entrevista ao jornal The San Diego Union-Tribune. A campeã da WNBA, versão feminina na maior liga de basquete do mundo, pelo Minnesota Lynx em 2011, revelou que não suportou o bullying que sofria das outras jogadoras por ser heterossexual.  

"Eu ser heterossexual e ter voz em minha identidade como uma mulher heterossexual foi demais. Eu diria que 98% das mulheres na WNBA são gays", afirmou Candice. "Era uma situação depressiva na WNBA, não gostava da cultura dentro da WNBA, era tóxico para mim", completou.

"Chegou a um ponto no qual você é tantas vezes comparada aos homens que você se espelha neles. Muitas pessoas pensam que você tem de parecer um homem, jogar como um homem para conseguir respeito. Era o contrário. Eu me orgulhava por ser uma mulher, e não me encaixava bem nessa cultura", revelou. 

A armadora ficou oito temporadas na WNBA. Além do Minnesota Lynx, equipe que selecionou Candice no draft, ela defendeu Tulsa Shock, Los Angeles Sparks e New York Liberty. Passou ainda dois anos na Europa, jogando na Espanha e Grécia.

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