Katelyn Mulcahy/AFP
Katelyn Mulcahy/AFP

Jogadores da NBA querem voltar, mas precisam de certezas, diz sindicato

Michele Roberts afirma que chegou o momento da liga decidir sobre o retorno da temporada

AFP, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2020 | 18h20

A diretora executiva do sindicato de jogadores da NBA, Michele Roberts, declarou nesta terça-feira que a vontade predominante entre seus representados é de retomar a temporada, mas que os atletas "precisam de um certo nível de certeza" sobre os planos da liga. "Já é hora", declarou Roberts à emissora norte-americana ESPN. "Se passaram dois meses e meio de: 'o que aconteceria se...?' Meus jogadores precisam de um certo nível de certeza. Acredito que todos precisam".

A NBA trabalha em um plano para retomar a temporada, suspensa desde março devido à pandemia da covid-19, que envolveria concentrar as equipes no complexo esportivo do parque de atrações da Disney, em Orlando, na Flórida, em final de julho, embora o projeto ainda não tenha sido oficializado.

A NBA e o sindicato (NBPA) debatem estes planos e Roberts revelou que pretende conversas com jogadores das 30 equipes na semana que vem para informá-los sobre as medidas de prevenção contempladas e os protocolos de atuação frente a possíveis casos de contaminação por coronavírus. "Nossos garotos precisam saber", disse Roberts. "Uma certeza seria algo bom. Mas os jogadores realmente querem jogar".

A Liga também prevê organizar uma teleconferência na sexta-feira (29) com os donos das equipes em que poderia revelar mais detalhes dos planos. Na última conferência com os donos, em 12 de maio, o comissário da NBA, Adam Silver, afirmou que estudaria a situação nas duas a quatro próximas semanas antes de tomar uma decisão final sobre o futuro da temporada.

Roberts declarou que o sindicato não teria necessariamente que submeter a uma votação a estratégia de volta. "Se pensarmos que precisamos de um votação, será feita", garantiu Roberts. "Mas nosso método preferido é conversar com as pessoas ou que eles falem com a gente. Se tivermos uma ideia do sentimento de todos, então podemos avançar. Conversamos com nossos jogadores e vemos o que fazer".

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