Rich Hein/AP
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Jordan afirma que não faz negócios por menos de US$ 10 milhões

Supermercado usou imagem do astro sem o seu consentimento

EFE

19 de agosto de 2015 | 14h23

A lenda do basquete mundial Michael Jordan afirmou nesta terça-feira, em uma audiência no tribunal de Chicago, que não faz negócios por menos de US$ 10 milhões (cerca de R$ 35 milhões na cotação atual). Jordan está processando a rede de supermercados Dominick's, que decretou falência em dezembro de 2013, por utilizar sua imagem sem consentimento. Durante a sessão, a maior estrela da história da NBA disse que seu nome "vale muito".

"Não faço negócios por menos de US$ 10 milhões (R$ 35 milhões)", frisou Jordan no depoimento que durou cerca de 30 minutos, e no qual insistiu que entrou com a ação para "proteger" sua imagem.

O ex-jogador americano, de 52 anos, que chegou ao tribunal vestido com um elegante terno cinza escuro, ganhou no ano passado mais de US$ 100 milhões (R$ 350 milhões), segundo a imprensa local. O tribunal que analisa o caso já decidiu que a Dominicks's utilizou a imagem do astro sem consentimento. Mas agora deve determinar quanto o grupo Safeway, proprietário da rede de supermercados, deve pagar pelo anúncio feito em 2009.

Na época, a Dominick's divulgou uma propaganda na qual aparecia o nome e o número 23, usado pelo jogador durante a vitoriosa trajetória pelo Chicago Bulls, parabenizando Jordan pela entrada no Hall da Fama do basquete. O advogado que defende a rede de supermercados, Steve Mandell, afirmou que um único anúncio foi veiculado. Por isso, o caso não pode ser comparado com os acordos multimilionários que Jordan tem com empresas como a Nike ou a Gatorade.

A assessora empresarial de Jordan, Estee Portnoy, declarou na semana passada ao júri que o ex-jogador ganhou US$ 10,6 milhões (R$ 37 milhões) para que a empresa de perfumes XEL fizesse uma fragrância com seu nome. Estee fez então uma pergunta aos membros do júri o que o Jordan fez para receber esse dinheiro. Ela própria respondeu: "Michael não fez nada".

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