Chris Keane/ Reuters
Chris Keane/ Reuters

Jordan doará quase R$ 500 milhões para organizações que lutam contra o racismo

Dinheiro será pago em dez anos com o objetivo de 'garantir a igualdade racial, a justiça social e maior acesso à educação'

Redação, Estadao Conteudo

05 de junho de 2020 | 22h32

Michael Jordan e a Jordan Brand anunciaram nesta sexta-feira a doação de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 497 milhões) para organizações dedicadas à promoção da igualdade racial e da justiça social nos Estados Unidos.

Em um comunicado conjunto divulgado nas redes sociais, Jordan e a Jordan Brand disseram que o dinheiro será pago em dez anos com o objetivo de "garantir a igualdade racial, a justiça social e maior acesso à educação".

"Vidas negras importam", dizia o comunicado. "Isso não é uma declaração controversa. Até que o racismo arraigado que permite às instituições de nosso país falharem esteja completamente erradicado, permaneceremos comprometidos em proteger e melhorar a vida dos negros".

Jordan, o ex-jogador do Chicago Bulls de 57 anos e seis vezes campeão da NBA, é o proprietário do Charlotte Hornets. A Jordan Brand é uma subsidiária da Nike, a gigante dos calçados na sexta-feira passada se comprometera a repassar US$ 40 milhões (R$ 199 milhões) nos próximos quatro anos para apoiar a comunidade negra.

Na última segunda-feira, Jordan também havia divulgado um comunicado sobre George Floyd e os assassinatos de negros pela polícia. "Estou profundamente triste, com muita dor e com muita raiva. Eu vejo e sinto a dor de todos, o ultraje e a frustração. Eu fico com aqueles que estão gritando contra o racismo e a violência arraigados contra pessoas de cor em nossa país. Já tivemos demais."

Floyd estava algemado quando o policial branco Derek Chauvin pressionava o joelho contra seu pescoço enquanto ele implorava, dizendo que não podia respirar em Minneapolis. Desde então, manifestantes têm tomado as ruas dos Estados Unidos para protestar contra o racismo e a brutalidade policial.

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