Karina não quer críticas a Luxemburgo

Karina disse que não aceitará críticas e nem insinuações sobre Luxemburgo na apresentação do treinador nesta terça-feira como novo aliado da equipe de basquete de Jundiaí. Ele está sendo investigado na CPI do Futebol e pela Receita Federal por suspeita de sonegaçãofinal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A atleta pretende vender a imagem de bom samaritano do técnico. "Me dê outra opção. É bom, não é o ideal, e mostra que chegamos ao fundo do poço. Espero a reação do ministro Carlos Melles." "A proposta da Karina me emocionou porque tem um contexto social. Somos amigos há dez anos e quando a vi chorando na tevê resolvi ajudá-la", justificou nesta terça-feira Luxemburgo. A jogadora ressaltou que o técnico não será um patrocinador, como uma empresa - o seu nome não estará nas camisas do time. "Ele sempre acompanhou minha carreira, o basquete. Me ligou, aflito, para saber o que estava ocorrendo. Eu contei, disse que ia para a Espanha, que o projeto tinha acabado e ele decidiu ajudar", disse Karina, que conheceu Luxemburgo, em 1991, na Ponte Preta. Explicou que os advogados acertarão um contrato que termina no dia em que a jogadora conseguir um patrocinador ou pode durar, no máximo, três meses, até o fim do Nacional - ninguém revela de quanto será a ajuda. "É um apoio, para eu tomar fôlego e, com tempo, sem acabar com o projeto e disputando o Nacional, conseguir um patrocínio", afirma a jogadora, que também é a administradora do time, através da empresa A.K.L (Associação Karina Loester) Basquetebol Clube. O time de Jundiaí perdeu o patrocínio da Quaker, que foi vendida à Pepsi, após o Paulista. Para a pivô, jogadores como Ronaldinho e Marcelinho, e clubes poderiam ajudar outros esportes com "recursos que, perto do futebol, seriam pequenos." Karina destacou que Luxemburgo "faz um favor ao esporte brasileiro." Além da amizade que mantém com a jogadora e da proposta ter um fundo social, Luxemburgo ressaltou que o basquete sempre esteve ligado à sua carreira de treinador. "Muito da parte tática que adoto no futebol. eu tirei do basquete", ressaltou o técnico, que admitiu ter um investimento financeiro no início no projeto. "Mas acho que vai valer a pena", afirmou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.