Kouros levanta basquete do Minas

O presidente do Minas Tênis Clube, Kouros Monadjemi, um iraniano nascido em Teerã e naturalizado brasileiro, apaixonado por basquete, foi o responsável pela volta da equipe ao Campeonato Nacional Masculino ? o último torneio que o clube havia jogado foi em 1997. Kouros, de 56 anos, empresário da área de siderurgia, um seguidor Baha?i (que prega a universalidade entre as religiões), não esconde que é mesmo amante do basquete ? ?fui um ?projeto? de jogador entre 1960 e 1972, um desafio para um baixinho de 1,79 m?.Embora seja entusiasta do basquete explica que o clube sempre investiu em categorias de base e mesmo em equipes adultas, embora estivesse fora do Nacional. ?O Estado de Minas só tinha um representante e era o Uberlândia.? Acha que a permanência do basquete com um grupo competitivo no clube independe de seu mandato. ?Depende mais do patrocínio que de mim?, observou. O clube tem uma parceria com a Universo, a mesma universidade que apóia o time de Goiás no Nacional.O Minas, que não se classificou para o Nacional, foi o 17º time a entrar na disputa da competição, mas à convite da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) ? o clube terá de arcar com as despesas de viagem, sua e dos adversários (cerca de R$ 200 mil, custo que os outros participantes não têm).O dirigente disse que montou um time ?com os pés no chão?, mas uma equipe competitiva ? com Michel, Tiagão e Fred, ex-COC/Ribeirão Preto, e o ala-armador Demétrius, ex-Fluminense que, no entanto, ainda não jogou porque o time do Rio não libera o jogador. ?Queremos mostrar que não entramos só porque pagamos ou porque alguém convidou, mas que temos equipe para brigar?, afirmou Kouros.Discorda de críticas dos dirigentes do Fluminense de que o Minas foi ?antiético? ao contratar Demétrius. ?Era interesse do jogador?, afirma. Demétrius estava sem receber salários por três meses, após tomar um calote de seis meses no Vasco.

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