Lakers derrota Orlando e comemora 15º título na NBA

De forma incontestável, o Los Angeles Lakers venceu o Orlando Magic por 99 a 86 na noite de domingo, na Amway Arena, em Orlando, e conquistou seu 15.º título da NBA em 30 finais, após fechar a série melhor de sete por 4 jogos a 1.

ALAN RAFAEL VILLAVERDE, Agencia Estado

15 de junho de 2009 | 08h22

Depois de sete anos e duas derrotas em decisões, o time de Los Angeles fecha a década com quatro conquistas. Mas o foco estava em apenas um jogador: Kobe Bryant, que se redime após ser criticado na final do ano passado diante do Boston Celtics.

Ainda mais importante do que isso, o ala finalmente consegue ser campeão sem Shaquille O?Neal a seu lado e agora entra definitivamente na história do Lakers. O lendário Jerry West chegou a dizer que Bryant, aos 30 anos, passa a ser o principal jogador da história da franquia, que começou em Minneapolis.

Quem também entra para a história é o técnico Phil Jackson com sua décima conquista em 12 oportunidades, passando Red Auerbach, ex-Boston Celtics, que tem nove títulos. Esta pode ter sido a última participação de Jackson no banco de reservas, já que ele pensa novamente em se aposentar, encerrando sua parceria com Kobe Bryant, que foi turbulenta, mas vencedora.

Do outro lado, o Orlando Magic vê sua campanha surpreendente terminar de forma melancólica em casa. Depois de vencer os favoritos Boston Celtics e Cleveland Cavaliers, o time da Flórida perde sua segunda final em seus 20 anos de história.

Agora, o desafio do técnico Stan van Gundy é manter o ritmo para a próxima temporada. O primeiro passo é tentar segurar Hedo Turkoglu na equipe, pois o turco ficará sem contrato a partir de julho e equipes como o New York Knicks estão de olho nele.

A partida de domingo começou com um primeiro quarto equilibrado. O Orlando Magic chegou a abrir nove pontos com a boa movimentação de Turkoglu e, principalmente, do novato Courtney Lee, que parecia mais confiante que nos jogos anteriores. O pivô Dwight Howard, por sua vez, continuava a encontrar dificuldades para vencer a marcação de Pau Gasol e Andrew Bynum.

Com a boa vantagem na série, o Lakers manteve o ritmo de jogo de meia quadra e, aos poucos, conseguiu cortar a vantagem para dois pontos, novamente com o jogo consistente de Bryant, com 11 dos 26 pontos de sua equipe no período.

O segundo quarto foi totalmente do time da Califórnia. Confiantes, os jogadores de amarelo e roxo acertavam praticamente todos os arremessos e passaram de uma desvantagem de quatro pontos para uma liderança de nove em apenas três minutos, enquanto o Magic errava tudo o que tentava, desde transições até jogadas simples, como um passe de dois metros. O período terminou com dez pontos de vantagem para o Lakers. Destaque para Trevor Ariza, que anotou 11 pontos no período, com 100% de aproveitamento.

Confiança no basquete é quase tudo. Certos de que qualquer coisa daria certo, os jogadores dos Lakers mantiveram a postura e exploraram o nervosismo do Magic. Dwight Howard fez sua quinta falta e foi para o banco de reservas ciente de que sua temporada havia terminado.

A vantagem aumentou para 15 pontos ao final do terceiro quarto e o banco do Lakers já comemorava o inevitável título. Kobe Bryant tentava manter a postura, mas um leve sorriso para o veterano Derek Fisher deixava claro qual seria o fim.

De forma desesperada, Stan van Gundy mudou totalmente a rotação do Orlando Magic, mas os arremessos não caíam e os Lakers sempre tinham uma resposta, especialmente com Bryant, que sabia controlar o jogo e fazer as cestas necessárias para impedir que o adversário se animasse.

Exemplo claro disso aconteceu a sete minutos do fim, quando Rashard Lewis, especialista no arremesso de três, conseguiu sequer acertar o aro. Foi a senha para a torcida do Magic começar a deixar o ginásio, que será substituído por um novo após o término da próxima temporada.

A um minuto do final, a equipe do Lakers apenas tocou a bola, contando o segundos para voltar a comemorar um título da NBA. Bryant, o principal nome da equipe californiana, não segurou as lágrimas. Com 30 pontos, ele foi o cestinha da partida e acabou eleito o MVP - jogador mais valioso - das finais. A redenção estava completa.

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