Jose Jimenez-Tirado/FIBA Americas
Jose Jimenez-Tirado/FIBA Americas

Marcelinho Machado pede mudança na CBB após suspensão

Veterano lamenta retirada da seleção e dos times brasileiros das competições internacionais até 28 de janeiro

Estadão Conteúdo

15 de novembro de 2016 | 12h43

A decisão da Federação Internacional de Basquete (Fiba) de suspender a confederação brasileira, a CBB, caiu como uma bomba entre os jogadores da modalidade no País. Um dos principais nomes do Brasil nos últimos anos, o veterano ala Marcelinho Machado, de 41 anos, cobrou mudanças na entidade.

"As pessoas que são responsáveis ou que têm capacidade de entender lá dentro da Confederação o que aconteceu realmente é que vão poder dar uma resposta sobre a solução para este problema. Mas é claro que alguma coisa tem que ser feita, não podemos continuar caminhando desse jeito porque a gente já viu o resultado", declarou nesta terça-feira em entrevista ao SporTV.

Na última segunda, a Fiba anunciou a decisão de suspender a CBB, o que tira o Brasil de qualquer competição internacional organizada pela principal entidade do basquete mundial até o dia 28 de janeiro. A punição prejudicou diretamente o Flamengo, equipe de Marcelinho, que disputaria a Liga das Américas no início do ano que vem. O ala, no entanto, minimizou o prejuízo ao seu clube.

"É o momento em que temos que pensar no geral, não pode também só olhar para nosso umbigo. Acho que se a confederação chegou nessa situação, alguma coisa tem que ser feito. Não podemos empurrar com a barriga e olhar cada um para seu umbigo e resolver seu problema enquanto temos um problema muito maior que é o que está acontecendo com a confederação hoje", disse.

De acordo com a Fiba, alguns fatores foram determinantes para a suspensão da CBB. O primeiro é a ausência em competições internacionais, como torneios de base e Mundiais Sênior 3x3, assim como a falha na organização do World Tour 3x3 no Rio de Janeiro. A entidade internacional também apontou a "falta total de controle do basquete no País" e exemplificou com o envolvimento de "terceiros" na seleção e no financiamento de atividades do time nacional. A terceira crítica leva em consideração a pendência de pagamentos com a Fiba por um longo período, apesar dos vários pedidos de carência que foram concedidos.

Para Marcelinho, trata-se de um caso isolado de má administração em meio a um bom momento na condução dos clubes e das ligas na modalidade. "Acho que é uma administração de uma entidade, porque o NBB está evoluindo, temos jogadores novos aparecendo, despontando, seja na NBA, na Europa, no basquete nacional. É preciso trabalhar todo mundo na mesma linha, com o mesmo objetivo."

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