Marcelinho não fecha portas para a seleção brasileira de basquete

Veterano de 39 anos foi o vencedor do torneio de três pontos no Jogo das Estrelas

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2014 | 17h17

FORTALEZA - A performance de Marcelinho Machado no torneio de três pontos do Desafio das Estrelas do NBB (Novo Basquete Brasil) evidencia: o veterano de 39 anos continua com a mira calibrada. Ele bateu o recorde das seis edições do evento, com 23 acertos em 30 bolas possíveis.

Esse lastro de qualidade, aliado à escassez de alas de que padece o basquete brasileiro, suscita um burburinho nos meandros do basquete: será que ele não poderia rever a decisão de se aposentar? O Brasil tem Marquinhos na posição, além de alguns jovens promissores e crus, como Léo Meindl, e é só.

Marcelinho Machado sempre foi muito contestado devido à volúpia pela cesta. No Pré-Olímpico de Mar del Plata de 2011, no entanto, foi relegado à condição de coadjuvante e reserva. E comportou-se muito bem nesse papel. Suas participações humildes duraram menos minutos em quadra, mas foram valiosas.

Ao sair da quadra, ele não estava muito disposto a falar sobre o assunto. "Venci o torneio de três pontos e é isso". No entanto, em nenhum momento descartou de forma categórica a possibilidade. Mas lembrou a importância de abrir espaço para que um novo talento possa ter lugar na seleção. "Lembro que foi muito importante para mim estrear em um Mundial, em 98. Lá (em Atenas) eu pude ver o nível do basquete internacional e perceber que eu teria que melhorar muito para me equiparar a ele".

O técnico de Marcelinho Machado no Flamengo, José Neto, é também auxiliar técnico do argentino Rubén Magnano na seleção brasileira. "Eu já admirava o Marcelinho antes de trabalhar com ele e essa admiração só cresceu. Mas eu já perguntei a ele sobre a possibilidade de retorno à seleção. A decisão já está tomada. Ele é um cara bem decidido e não passa pela cabeça dele voltar".

Marcelinho Machado admite que sofreu bastante na última Copa América, em Caracas, quando o Brasil fracassou e não conseguiu a vaga em quadra para o Mundial, que será disputada na Espanha a partir do final de agosto. Depois, conseguiu um convite. "Tive vontade de entrar na televisão para ajudar meus companheiros". Com ou sem Marcelinho, o Brasil deverá sofrer na Copa.

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