Nilton Fukuda|Estadão
Nilton Fukuda|Estadão

Melhor brasileiro do ranking da Fiba sonha com a Olimpíada

Luiz Felipe Soriani ocupa o 35º lugar e é representante do País mais bem ranqueado

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2017 | 07h00

É na quadra do condomínio onde mora em Santos que Luiz Felipe Soriani alimenta todos os dias o sonho de disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio. Aos 28 anos, o jogador, que deu os primeiros passos no esporte aos sete em Ribeirão Preto, é o brasileiro mais bem ranqueado pela Federação Internacional de Basquete no 3x3, ocupando o 35.º lugar.

Às vezes sozinho, outras acompanhado dos companheiros do time de Santos – atua no basquete de quadra por não ter salário no 3x3 –, Soriani realiza os movimentos que serão repetidos nos torneios pelo mundo. Os pensamentos estão em 2020. “Jogar uma Olimpíada é meu sonho desde criança e que comecei no basquete. A gente vai crescendo, vê que não será fácil, que tem muito cara bom na quadra e aí pinta uma oportunidade no 3x3. O sonho voltou quando o esporte foi confirmado nos Jogos. Jogar uma Olimpíada é o meu grande sonho e vou continuar trabalhando. Não adianta esperar sentado, tenho de ir atrás do sonho.”

Como a modalidade entrou no programa olímpico há duas semanas, ainda é prematuro apontar como será feita a convocação da seleção brasileira. Para Soriani, o melhor caminho são seletivas entre times para que o melhor conjunto possa representar o País. 

“Você não pode pegar um jogador de cada time e juntar para jogar pela seleção brasileira. No mundo inteiro não funciona deste jeito”, defendeu.

Soriani representa o Projeto Drible Certo no Mundo II, que é de uma organização não governamental, em torneios dentro e fora do Brasil. Com o nome de São Paulo DC, o time só participa de competições no exterior, como recentemente na Mongólia e Holanda, por contar com verba proveniente da Lei de Incentivo ao Esporte. 

O salário para pagar as contas no fim do mês ainda vem da quadra. “O pessoal me libera quando tem algum torneio 3x3”, explicou Soriani. “No Brasil ainda não existe uma estrutura profissional”, lamentou.

O primeiro (e único) brasileiro a assinar como profissional no 3x3 foi Leandro Lima. Atual 38.º do mundo, o jogador, que também atuou no São Paulo DC, defende o Yokohama City, do Japão, desde abril. Soriani sonha com o dia em que isso acontecerá no Brasil para abandonar de uma vez o basquete de quadra. “O caminho é profissionalizar o esporte, principalmente agora que virou modalidade olímpica.”

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