Michael Jordan, o esportista que se tornou uma máquina de fazer dinheiro

No último ano MJ ganhou US$ 80 milhões (R$ 157 milhões) apenas com patrocinadores

GUILHERME DORINI E MARCIUS AZEVEDO, O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 15h47

SÃO PAULO - "Michael Jordan é para a indústria de artigos esportivos o que Nathan Hale, Patrick Henry, Che Guevara e Mao Tsé-Tung foram para o mundo da política".

A frase é de Phil Knight, fundador da Nike, empresa que fechou o primeiro contrato com o jogador em 1984, antes mesmo de ele ser escolhido pelo Chicago Bulls no draft e ingressar na NBA, e resume o que representa Michael Jordan também fora das quadras.

Ele sempre será considerado uma máquina de fazer dinheiro. No último ano, apenas com Nike, Gatorade, Hanes, Upper Deck, 2K Sports, Presbyterian Healthcare e Five Star Fragrances, com quem tem contrato, MJ ganhou US$ 80 milhões (R$ 157 milhões).

A Nike reconheceu esta mina de ouro antes da concorrência. O primeiro contrato foi assinado em 1984, válido por cinco anos, com um valor anual de US$ 500 mil (R$ 978 mil atuais), além de royalties. Já no segundo ano do acordo, a empresa norte-americana lançou a marca Air Jordan, exclusiva do jogador. Somente no primeiro ano o retorno foi de US$ 153 milhões (R$ 299 milhões).

Os produtos com o nome dele chegaram a responder por 4% do faturamento anual da multinacional, algo em torno de US$ 400 milhões (R$ 782 milhões). Não à toa, em 1985, segundo ano de vigência do contrato com Jordan, a empresa norte-americana fechou um contrato vitalício com MJ.

Jordan participou de 50 comerciais da Nike e teve criado 28 modelos diferentes de tênis, que hoje são utilizados até por atletas de outros esportes, entre eles Derek Jeter (beisebol e Michael Crabtree (futebol americano), além de é claro de jogadores de basquete, como Chris Paul, Joe Johnson e Carmelo Anthony.

Desde que estreou na liga americana, MJ foi figurinha carimbada em diversos produtos licenciados. Foram vendidas milhares de bolas de basquete, camisetas, chaveiros, relógios, entre outros produtos com sua imagem. As vendas envolvendo a marca Jordan somam até hoje US$ 1,2 bilhão.

O astro participou ainda do videoclipe "Jam" em 1992, ao lado do rei do pop, Michael Jackson, que ensinou passos de dança para MJ e aprendeu um pouco da magia do basquete, e invadiu as telonas em 1996. Ele participou do filme Space Jam, onde interpretou a si mesmo e contracenava com os famosos personagens dos Looney Tunes, como o Pernalonga e o Patolino. A película foi um sucesso de bilheteria, faturou mais de US$ 90 milhões (R$ 176 milhões) somente nos Estados Unidos e mais de US$ 140 milhões (R$ 274 milhões) em todo o mundo.

HOMENAGENS

Como comemoração aos 50 anos do ídolo, a editora Fantagraphics Books lançará uma revista em quadrinhos com o ex-atleta como personagem principal. A publicação, idealizada pelo renomado cartunista porto-riquenho Wilfred Santiago, terá o nome de Michael Jordan: Bull on Parade.

O gibi contará a história de Jordan: um jovem nascido no Brooklyn, em Nova Iorque, que se mudou com a família para a Carolina do Norte e se transformou em um dos maiores ícones no cenário esportivo e mundial.

Já a Enterbay, empresa especializada em réplicas de famosos em miniatura, lançou uma edição limitada como forma de agradecimento. O preço inicial era de R$ 553 e foram produzidas apenas duas mil unidades. O lançamento foi realizado em Hong Kong, no dia 26 de janeiro e contou com cerca de mil pessoas na fila.

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