NBA começa com 3 jogos, menos brasileiros e muitas novidades

Destaque desta terça-feira é o atual campeão San Antonio Spurs, que encara o Portland Trail Blazers

Glenda Carqueijo, do Jornal da Tarde,

30 de outubro de 2007 | 09h19

A bola sobe nesta terça-feira para temporada 2007/2008 da NBA, a milionária liga norte-americana de basquete, que chega cheia de novidades. Na abertura, com três jogos, destaque para o atual campeão San Antonio Spurs, de Tim Duncan e companhia, que enfrenta o Portland Trail Blazers. Nenhum dos três brasileiros - Nenê Hilário, Leandrinho Barbosa e Marquinhos -, entra em ação na rodada inicial, que ainda terá Los Angeles Lakers contra o Houston Rockets, e Utah Jazz contra o Golden State Warriors. Para esta temporada, contratações de peso foram feitas, como a do ala Kevin Garnett, que foi contratado pelo Boston Celtics em troca da cessão de sete jogadores para seu time anterior, o Minnesota Timberwolves. E especulações sobre transferências continuam a todo vapor. Os Lakers já disseram que topam ceder a estrela Kobe Bryant ao Chicago Bulls, caso o ex-time de Michael Jordan concorde em liberar quatro jogadores. Outras estrelas, porém, não poderão estrear com seus times em razão de contusões ou até mesmo só voltarão a atuar no ano que vem, como é o caso do pivô Greg Oden, primeira escolha do draft - o vestibular da NBA -, pelo Portland. Ele operou o joelho e só entra em quadra em 2008. Quem também está machucado e não deve estrear na quinta-feira é o armador brasileiro Leandrinho, que defende o Phoenix Suns, que enfrenta o Seattle Supersonics. Há uma semana, ele sofreu uma pancada nas costas, no jogo pela pré-temporada contra o Charlotte Bobcats, mas não teve fratura. "Não sei se vai dar (para estrear). Está difícil, porque eu sinto muita dor, como se as minhas costelas estivessem quebradas. No começo, não conseguia andar, respirar. O osso está inchado por dentro e em alguns movimentos que eu faço, com a mão esquerda, parece que está tudo fora de lugar", explicou Leandrinho, que está tomando antiinflamatórios, remédio para dormir, "porque só posso dormir com a barriga para cima" e fazendo tratamento com gelo, choques e massagem. Apesar do susto, o brasileiro diz que não teve medo de ficar fora da temporada. Na semifinal da Conferência Oeste, na temporada passada, quando seu time foi eliminado pelo San Antonio, ele sofreu uma lesão no cotovelo esquerdoe foi operado. "Fiquei chateado, porque não gosto de me machucar." O brasileiro está animado e sonha em chegar à sua primeira decisão. "Temos um time bom. Só depende da gente", diz ao se referir a contratação do veterano Grant Hill,de 34 anos, ex-Orlando Magic. "Ele é um cara chave. É bom."  Na pré-temporada, Leandrinho trabalhou bastante a parte defensiva. "Quero melhorar na defesa, estar sempre nos lugares certos." Antes dos jogos da pré-temporada, o paulistano de Pirituba atravessou o mundo para uma partida beneficente, em Pequim, na China. "Foi uma experiência muito boa . Venho conhecendo várias partes do mundo. É muito legal para mim, um cara que nunca teve nada na vida. Nunca pensei que fosse ter essa experiência de vida", contou. Sua melhor lembrança da China, é uma foto com o ator Jackie Chan, o inspetor Lee do filme "A Hora do Rush". Menos Brasileiros Além de Leandrinho, representam o Brasil na NBA Nenê, no Denver Nuggets, e Marquinhos, do New Orleans Hornets. Rafael Araújo, o Baby, trocou o Utah Jazz, onde pouco jogava, pela Rússia, e Tiago Splitter, selecionado pelo San Antonio Spurs no último draft, deve jogar mais um ano na Espanha antes de se apresentar. A incógnita é o pivô Anderson Varejão, que ainda aguarda renovação de contrato com o Cleveland Cavaliers e tinha a situação indefinida, apesar dos insistentes pedidos do craque LeBron James para que a franquia acertasse logo com o brasileiro. Leandrinho arrisca uma previsão: "A chance do Anderson ficar fora da temporada é grande, por causa da quantidade de dinheiro que ele quer. É muito alta", explica Leandrinho. O agente de Varejão (Dan Fegan) estaria pedindo US$ 10 milhões anuais - salário bem maior que Nenê e Leandrinho recebem. O jogador diz ainda que, se Varejão quisesse já teria assinado com o Memphis Grizzlies. "A grana era boa", revela Leandrinho que ainda lamentou a ausência do pivô no Pré-Olímpico de Las Vegas, onde o Brasil fracassou. Pela falta de contrato, corria o risco de ficar sem clube caso se machucasse. "Ele devia ter ido. É nossa pátria, nossa bandeira. Ele falhou um pouco nessa parte."

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