Kyle Terada/USA TODAY Sports
Kyle Terada/USA TODAY Sports

NBA vê o surgimento de supertimes para tentar desbancar o Golden State

Na esteira do Warriors, franquias se reforçam para tentar superar Durant, Curry e cia., que ganharam o título da temporada passada com facilidade

Felippe Scozzafave, Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2017 | 07h00

“Um ou dois times serão ótimos. Os outros 28 serão um lixo.” É assim que Michael Jordan, maior jogador de basquete da história, enxerga a temporada da NBA que começa hoje. Para o seis vezes campeão com o Chicago Bulls, por mais que a caminhada seja longa até os playoffs, é provável que a final seja entre Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers, assim como foi nos últimos três anos.

Muito da afirmação se justifica com o movimento feito pelos Warriors antes do início na última temporada, quando seduziram o astro Kevin Durant a se juntar a Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green, e conquistaram o título sem dar chance aos rivais – perderam apenas um jogo nos playoffs.

Dono do Charlotte Hornets, Jordan, no entanto, está na contramão da liga. Na tentativa de superar Durant, Curry e cia., algumas franquias tomaram medidas semelhantes para se fortalecer. Finalista nos últimos três anos, sendo derrotado em duas delas, o Cleveland Cavaliers tratou de ampliar o arsenal de opções para alinhar com LeBron James. Chegaram Dwyane Wade, tricampeão da NBA com o Miami Heat, Derrick Rose, MVP (jogador mais valioso) em 2011, além de Isaiah Thomas e Jae Crowder, do Boston Celtics, envolvidos na troca pelo armador Kyrie Irving. Os especialistas apontam que esse é o melhor elenco de apoio que LeBron já teve à disposição. 

O Oklahoma City Thunder adotou postura similar. Depois de um ano em que Russell Westbrook levou o time “nas costas”, batendo o recorde de triplos-duplos e sendo eleito MVP, mas sem evitar a queda na primeira rodada de playoffs, a franquia trouxe Paul George, que brilhou por anos no Indiana Pacers, e Carmelo Anthony, ex-New York Knicks.

Houston Rockets e Boston Celtics apostam em dois nomes de peso, em elencos recheados de bons coadjuvantes. Na franquia do Texas, o armador Chris Paul se uniu a James Harden, sendo auxiliado por Ryan Anderson, Eric Gordon, Trevor Ariza e o brasileiro Nenê. Em Massachusetts, Kyrie Irving, ex-fiel escudeiro de LeBron, e Gordon Hayward vão comandar o finalista da Conferência Leste na temporada passada.

“Vejo um campeonato aberto. Muita gente acha que os Warriors são favoritos, o que não é por acaso, já que o time deles é fantástico e conseguiram ficar ainda mais fortes. Mas outros times se fortaleceram e podem entrar na briga. Com certeza teremos muita disputa”, afirmou Cristiano Felício, um dos cinco brasileiros na NBA para o início desta temporada.

O número é frustrante se comparado ao ano passado, quando o País teve nove representantes. Jogadores com história na liga, como Anderson Varejão, Leandrinho e Tiago Splitter, não conseguiram equipes. Além de Nenê e Felício, Raulzinho (Utah Jazz), Lucas Bebê e Bruno Caboclo (Toronto Raptors) são os outros brasileiros.

3 PERGUNTAS PARA...

Cristiano Felício

Pivô do Chicago Bulls

1. Será sua terceira temporada na NBA. O quanto o seu jogo evoluiu neste período?

Tive muitos colegas ao meu lado que me ajudaram a entender o jogo. Com o número de jogos que temos, fica mais fácil colocar em prática. Tenho muito a evoluir, mas acredito que devo ganhar mais tempo de quadra nesta temporada. Com isso, vem mais responsabilidade, mas acredito que estou preparado. Isso vai me ajudar a crescer na liga.

2. Como é jogar no Chicago Bulls, uma franquia que teve Michael Jordan?

É incrível. É uma franquia que tem muitos fãs no mundo pela fama nos anos 80 e 90. É diferente atuar aqui. A torcida está acostumada com vitórias. Mas procuramos dar o nosso máximo para trazer alegria para eles.

3. Por que o número de brasileiros diminuiu consideravelmente na NBA?

Os brasileiros que hoje não estão aqui tiveram carreiras brilhantes, alguns conquistaram títulos e deixaram suas marcas. Isso abriu portas. Diminuiu em número, mas acho que essa nova geração está somando em talento. A porta que eles abriram serviu para mostrar que os brasileiros têm capacidade de estar na NBA.

NA TV

O SporTV, que vai transmitir 92 jogos na temporada regular, dá o pontapé inicial com Cleveland Cavaliers e Boston Celtics, hoje, às 22h. Com 134 jogos ao vivo, a ESPN faz sua primeira transmissão amanhã, às 21h, no encontro entre Washington Wizards e Philadelphia 76ers. 

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