João Pires/Divulgação
João Pires/Divulgação

NBB lança sétima edição otimista com futuro ligado à NBA

Parceria com a liga norte-americana deve alçar campeonato brasileiro a outro patamar de visibilidade e importância

Alessandro Lucchetti e Luiz Felipe Barbiéri, O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2014 | 19h53

 A sétima edição do NBB começa nesta sexta-feira com um tom de triunfo. Nenhum dirigente comenta abertamente, mas a parceria com a NBA não tardará a ser anunciada. Os norte-americanos estão chegando e vão se incumbir de buscar patrocínio, da divulgação do campeonato e do licenciamento de produtos.

Hoje a entidade não tem um patrocínio master. A Spalding é responsável pelo fornecimento das bolas. Um dos poucos contratos que vigiam, de uma marca de isotônicos, expirou e está sendo renegociado. Mas ninguém está preocupado, porque a NBA vem aí. 

A Rede Globo, parceira desde o início, não conseguiu encontrar uma marca para preencher o lugar que coube à Eletrobras e à Caixa Econômica Federal. “Todas as atenções estavam voltadas para a Copa do Mundo. Agora se inicia o ciclo olímpico, e esse cenário vai melhorar”, aponta Cássio Roque, presidente da Liga Nacional de Basquete.


Ao menos a emissora não está impondo obstáculos. Diferentemente do que ocorre na Superliga de vôlei, em que exige a final em jogo único, a Globo concordou com a decisão em play off de melhor de três jogos.

“Conseguimos convencer a Globo de que o play off faz parte da cultura do basquete”, diz Roque. Segundo ele, a emissora se compromete a transmitir a segunda e a terceira partida das finais da competição. Além disso, o SporTV vai transmitir no mínimo 60 partidas.

A tabela prevê jogos distribuídos por quatro dias da semana: terças, quartas, quintas e sextas. Às terças e sextas-feiras, a transmissão é do SporTV. Às quartas e quintas, os torcedores poderão acompanhar os jogos pela web.

Com uma organização melhor do que nos tempos do Campeonato Nacional, que era gerido pela Confederação Brasileira de Basquete, muitos jogadores brasileiros que estavam no exterior foram repatriados. Desde a primeira edição, já retornaram 54 atletas – 14 deles saíram novamente.

A liga atrai também estrangeiros, alguns de excelente nível, como o argentino Walter Herrmann, campeão olímpico em 2004 e que disputou o Mundial deste ano. Ele passou três temporadas na NBA, pelo Charlotte Bobcats e Detroit Pistons, e vai jogar pelo Flamengo.

O pivô brasileiro Rafael Hettsheimeir, que jogou no Real Madrid e no Unicaja Málaga, aceitou proposta para defender Bauru.

“Com o crescimento do basquete daqui e com a proposta do Paschoalotto/Bauru, que fica próximo da minha cidade (Araçatuba), não pensei duas vezes. Voltar para o Brasil, ficar próximo da minha família e com um elenco forte, foi o momento perfeito para voltar”, diz Rafael.

Atual campeão, o Flamengo reforçou o seu grande favoritismo ao título do NBB 7 ao levantar a taça da Copa Intercontinental com vitória sobre o campeão da Euroliga, o Maccabi Tel Aviv.

“Acho que o favoritismo é apenas teórico. A teoria é muito bonita, mas o que importa é a prática”, diz o treinador José Neto.

Bauru, que conta com Hettsheimeir, além de Alex e Larry Taylor (todos da seleção brasileira) e um dos melhores estrangeiros em ação no Brasil, Robert Day, surge no pelotão de aspirantes à final, ao lado do Winner/Limeira, Paulistano e Brasília.

O jogo que abre o campeonato é a reedição da última final: o Paulistano recebe o Flamengo a partir das 19h. 

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