Mike Segar/Reuters
Mike Segar/Reuters

Nenê se defende de críticas por dispensas da seleção

Pivô critica federação e defende que precisa primeiro pensar em sua saúde

AE, Agência Estado

15 de setembro de 2013 | 14h49

WASHINGTON - A eliminação da seleção brasileira masculina de basquete na primeira fase da Copa América da Venezuela, após resultados vexatórios como as derrotas para Uruguai e Jamaica, deflagrou uma crise na equipe. O técnico Rubén Magnano assumiu a culpa pelo acontecimento, mas a dividiu com os jogadores que pediram dispensa do campeonato, como o pivô Nenê. O atleta do Washington Wizards, da NBA, é constantemente criticado pelos inúmeros pedidos de dispensa da seleção, mas se defendeu.

"Às vezes é falta de comunicação, eles (Confederação Brasileira de Basquete) passam a informação de qualquer jeito. Quando vou para a seleção, dou meu melhor porque é o nome do meu País que estou representando. No passado pedi dispensa por causa de lesões, de coisas maiores, passei por câncer, não pude estar na seleção", declarou, em entrevista à TV Globo.

Em 2008, Nenê foi diagnosticado com um tumor nos testículos, mais um dos problemas físicos enfrentados por ele nos últimos anos. Para esta Copa América, o jogador pediu dispensa alegando uma lesão no joelho direito e a fascite plantar no pé esquerdo, que vem o acompanhando nas últimas temporadas. Apesar das críticas, Nenê garante manter o carinho e a preocupação com a seleção.

"Passei por muita coisa no basquete brasileiro, muita emoção, sofrimento. Isso tudo contou como aprendizado, por isso estou onde estou. O basquete brasileiro evoluiu muito. Lembro que disse que estávamos no caminho errado, que precisávamos de técnico estrangeiro, de mais estrutura, e isso tem acontecido. Tudo que eu fiz foi para o melhor da seleção. Nas decisões que tomo, primeiro tenho que pensar em mim, na minha família, na minha saúde. Não posso fazer loucuras", disse.

O jogador ainda afirmou ter feito uma dessas "loucuras" nos Jogos Olímpicos do ano passado, quando, segundo ele, não deveria ter ido a Londres justamente por causa da fascite plantar. "Na Olimpíada fiz uma loucura, mas olhei no olho do técnico, vi que ele tinha confiança em mim, eu tinha nele, e não quis deixar o grupo na mão. Graças a Deus foi tudo bem, o grupo era maravilhoso", lembrou.

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