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Nova geração do basquete feminino luta por uma vaga na Copa

Reformulada após má campanha nos Jogos Olímpicos, seleção tenta evitar vexame na Copa América

ALESSANDRO LUCCHETTI, O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2013 | 08h30

XALAPA - Depois da nada brilhante participação na Olimpíada de Londres, onde ficou com a nona colocação, a seleção brasileira feminina de basquete tenta evitar o vexame de não se classificar para a Copa do Mundo de 2014, que a seleção masculina já amargou. O Brasil inicia neste sábado a luta para ficar com uma das três vagas na competição do próximo ano, que será na Turquia. A estreia da equipe na Copa América de Xalapa, no México, será às 20h30 (horário de Brasília), contra Porto Rico, com transmissão ao vivo pelo SporTV 3.

Muita coisa mudou na seleção. A rainha Hortência foi apeada do trono de diretora de seleções femininas. Vanderlei Mazzuchini, que agora responde pelo comando do masculino e do feminino, trocou o treinador Luiz Tarallo por Luiz Zanon, que comanda um processo de renovação, visando aos Jogos Olímpicos de 2016.

Das 12 jogadoras que estão em Xalapa, sete têm 22 anos ou menos. Apenas uma já participou de um Pré-Mundial, Adrianinha, que topou voltar após a saída de Tarallo. Sete fizeram parte do time que disputou a última Olimpíada, e esse número era para ser menor. Karla e Chuca se incorporaram depois das lesões de Jacqueline e Izabela.

Por todos esses motivos, Zanon pede paciência com o time. "Estamos reformulando e formando uma equipe nova. Os erros acontecerão por causa da juventude. O nosso trabalho é minimizá-los o mais rápido possível", diz o treinador. Para complicar o cenário, a principal jogadora do basquete brasileiro, a pivô Érika, vai desfalcar a seleção, por estar envolvida nos playoffs da WNBA, a liga profissional americana.

Zanon relativiza o desfalque de Érika, que faz parte da lista das dez jogadoras com chances de ser escolhidas MVP (melhor jogadora) da WNBA, segundo o próprio site da liga. "Só poderíamos falar em prejuízo se ela tivesse participado de alguma atividade comigo ou com a seleção e depois não pudesse ir. Ela faria falta a qualquer seleção do mundo, mas não podemos mensurar prejuízos", avalia o técnico.

O Brasil está no Grupo B, que tem também Porto Rico, Argentina, República Dominicana e México. O "A" tem Cuba, Canadá, Venezuela, Chile e Jamaica. A seleção brasileira não deverá ter maiores problemas para ficar com uma das três vagas. O grau de concorrência na Copa América feminina é inferior ao da masculina. Para se ter uma ideia, a técnica da Jamaica é uma de suas jogadoras, a pivô Simone Edwards, de 39 anos, que jogou na WNBA por seis anos.

Sem Érika, o Brasil, bicampeão da Copa América, tem menores chances de título. O Canadá, oitavo colocado nos Jogos Olímpicos (uma posição à frente do Brasil), reforçou o grupo que foi enviado a Londres e conta com Kim Smith, que já teve passagem pela WNBA.

A equipe canadense derrotou o Brasil no torneio preparatório de São Carlos, no mês passado. A Argentina, que tem crescido no basquete feminino, é cotada para conquistar uma vaga. Derrotada pelo Brasil na final do Sul-Americano de Mendoza, em agosto, a equipe foi reforçada pela ala Stephany Thomas, que jogou no universitário norte-americano e hoje está numa equipe australiana. "A Argentina não está no mesmo momento que a nossa seleção. Estamos passando por uma reformulação e elas já estão prontas, com jogadoras experientes", compara Zanon.

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