Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Novo comissário da NBA pretende expandir fronteiras

Adam Silver, que vai suceder David Stern, quer 32 equipes e não descarta montagem de franquia na Europa

Leonardo Maia ,

14 de outubro de 2013 | 07h30

RIO - A histórica partida entre Chicago Bulls e Washington Wizards disputada no sábado, no Rio, foi apenas mais um passo da consolidação da NBA ao redor do mundo. Desde que assumiu o comando da maior liga de basquete do planeta, David Stern tomou como prioridade a sua expansão, tanto física quanto no imaginário dos fãs pelo mundo. O objetivo era tornar a NBA uma atração global e, quase 30 anos depois do início de sua gestão, a meta foi atingida. Mas vem mais por aí. Partidas de pré-temporada, como a realizada no sábado pela primeira vez em território nacional, são parte de um processo que pode trazer jogos de temporada regular e até mesmo, acredite, a fundação de uma equipe na Europa.

Todos esses temas são delicados e motivo de muito debate nos Estados Unidos. Muitos torcedores e a imprensa do país veem essas ideias com ceticismo e a rejeição é grande. Mas a saída de Stern do cargo de comissário da NBA, em fevereiro, não vai frear a expansão da liga. Adam Silver, atualmente o segundo na hierarquia da NBA, vai assumir o posto mais importante do basquete mundial à época do All-Star Game de 2014 e promete dar continuidade ao legado de Stern.

"É um processo irreversível. Inevitavelmente a NBA vai se expandir", disse Silver, em conversa com um pequeno grupo de jornalistas brasileiros.

Para o futuro comissário, não há como recuar da tentativa de “domínio” mundial da liga americana. Os fãs de vários países clamam por mais jogos e querem consumir mais produtos da NBA. O Brasil certamente é um deles e as próximas turnês mundiais o incluirão no roteiro. "Este não vai ser o último jogo (da NBA) por aqui. Vocês ainda vão nos ver muitas vezes", garantiu Silver, sem confirmar se o País será escala do próximo giro mundial.

Na opinião do dirigente, os obstáculos para a expansão da liga (hoje são 30 times) estão diminuindo a cada ano. Existe o projeto de levar de volta uma franquia a Seattle, no que seria o deslocamento do Sacramento Kings, mas Silver vê espaço para mais equipes, apesar do calendário já desgastante de 82 jogos da temporada regular. Para isso, Silver terá de superar a resistência doméstica.

"Poderíamos ter 32 times, e acho que isso ocorrerá mais cedo ou mais tarde. Seattle tem grande tradição no basquete. Quanto a ter um time na Europa, a tecnologia está evoluindo, o tempo das viagens estão diminuindo. Eu consigo conceber (uma franquia na Europa)."

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