Oscar pode adiar despedida para 2003

O que seria o ?jogo do adeus? terminou em confusão e Oscar Schmidt, que nunca gostou mesmo da idéia da aposentadoria, pode adiar a despedida e jogar mais uma temporada pelo Flamengo. ?Vou tirar uns dias para pensar. Posso não jogar mais, posso jogar mais um Campeonato Carioca ou mais uma temporada inteira, com o Carioca e o Nacional, mas essa é a hipótese mais improvável.? Aos 44 anos, o maior cestinha brasileiro de todos os tempos não quer que a última imagem do último jogo oficial de sua carreira seja a do tumulto ? com ele sendo expulso de quadra. Até o recorde pessoal, de 8.004 pontos em campeonatos brasileiros, ficou apagado. Oscar chocou o público com as inúmeras reclamações contra a arbitragem de Francisco Ferreira de Lima ? incluindo vários palavrões. E ainda liderou o time do Flamengo na decisão de abandonar a quadra do Ginásio da Cava do Bosque, em Ribeirão Preto, na terça-feira, contra o COC, a 3min50 do término do jogo. Mas não se arrependeu. Ferreira de Lima apitou uma falta intencional e cinco técnicas, além de eliminar o preparador físico e o jogador Dedé. Depois disso, Oscar, irônico, bateu palmas para o árbitro. Foi expulso. O cestinha acha que o time foi prejudicado por uma ?arbitragem despreparada e incompetente?. Nesta quarta-feira, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) confirmou a vitória do COC por 20 a 0 ? o placar de 84 a 78 não será considerado ?, por abandono de quadra do Flamengo. Com isso, o time de Ribeirão, que já havia vencido dois jogos (107 a 81 e 103 a 82) fecha o playoff das quartas-de-final por 3 a 0 e assegura presença na semifinal. A CBB não recebeu, até o fim da tarde desta quarta-feira, nenhum recurso do Flamengo. Nesta quarta-feira, em casa, Oscar preferiu ainda não dar a carreira por encerrada. Vai pensar, conversar com a mulher, com a família.... Definiu que fará duas partidas, uma em Natal, onde nasceu, e outra em Brasília, onde jogou basquete pela primeira vez, há 31 anos. ?Quero jogar com o Flamengo e os companheiros da seleção brasileira que foi campeã pan-americana em Indianápolis, em 1987, mas serão partidas de exibição.? Oscar admite que reclama da qualidade da arbitragem desde que voltou ao Brasil, há sete anos, e considera-se prejudicado por questionar isso. Defendeu uma reformulação no quadro de arbitragem do Brasil. ?Respeito a maioria dos árbitros. Alguns são muito bons, como o Renatinho, o Pacheco e o próprio Vinhaes, que também estava no jogo da terça-feira, mas não se perdeu. Mas há uma meia-dúzia que tem raiva de jogador, de time.?

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