Divulgação/CBB
Divulgação/CBB

Ouro com basquete no Pan de 1987, pivô Gerson morre aos 60 anos

Atleta lutava contra Esclerose Lateral Amiotrófica havia alguns anos

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2020 | 10h17

O basquete brasileiro perdeu um de seus maiores jogadores da história nesta quarta-feira. O pivô Gerson Victalino, atleta que mais vezes vestiu a camisa da seleção e esteve na campanha histórica da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos, morreu nesta madrugada aos 60 anos, em Minas Gerais, vítima da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) - doença com a qual lutava havia alguns anos.

Em suas redes sociais, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) agradeceu mais uma vez pelo amor com que Gerson se entregava ao esporte e por todos os anos defendendo a camisa do Brasil. "É com grande pesar que informamos o falecimento do gigante Gerson Victalino. Campeão do Pan de Indianápolis com o Brasil em 1987, Gerson foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa da seleção brasileira. Nosso eterno agradecimento e pêsames por sua partida. Força à família", escreveu a entidade.

Gerson começou no basquete aos 18 anos, até um pouco tarde, mas primeiro ele se destacou no futebol por causa de sua altura. Fez sua estreia como profissional em 1979 pelo Ginástico, em Minas Gerais. Em 1981, atuou pela primeira vez na seleção brasileira e desde então teve uma carreira brilhante.

O atleta defendeu Monte Líbano-SP, Corinthians, Lençóis Paulista-SP, Jales-SP, Manresa (Espanha), Sport e Remo, onde se aposentou em 2002. Pelo Brasil, Gerson esteve em quadra no título do Pan de Indianapólis, em 1987, naquela histórica vitória sobre a seleção dos Estados Unidos. Ainda participou de três edições dos Jogos Olímpicos - Los Angeles-1984, Seul-1988 e Barcelona-1992 - e dois Mundiais - Madri-1986 e Buenos Aires-1990. Vestiu a camisa brasileira de 1981 a 1994.

No começo deste ano, Gerson foi homenageado pela CBB como um dos nomes das Conferências do Campeonato Brasileiro Adulto. Ganhou um selo comemorativo. Na época, comentou sobre a homenagem e sua luta contra a doença. "Me senti lisonjeado com esta homenagem. Ser escolhido dentre tantos nomes que fizeram e fazem história no nosso basquete. Quando recebi essa notícia, fiquei em êxtase, pois sei a importância de ter o nome vinculado a um evento da CBB", disse.

"Passo por um problema temporário. Sei da gravidade dele, mas também sei que as batalhas vêm na nossa vida para lutarmos e mostrarmos nossas forças. Para os médicos, a cura não existe, mas não posso me apegar no que eles pensam e sim na minha certeza de que há um caminho para a cura. Imagina uma coisa até tempos atrás que não tinha cura e hoje tem. Com certeza eu vou ser o primeiro desta moléstia (risos) porque tenho fé em Deus e não me entrego facilmente."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.