Para jogadores, técnico Moncho Monsalve deve ficar no Brasil

Atletas da seleção brasileira gostam do trabalho do treinador espanhol e afirmam que ele tem que continuar

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2008 | 18h19

Se a Confederação Brasileira de Basquete considerar a opinião dos jogadores que atuaram no torneio pré-olímpico de Atenas, na Grécia, o espanhol Moncho Monsalve será mantido no posto de técnico da seleção brasileira. Embora o país não tenha conseguido atingir a classificação para os Jogos de Pequim, o trabalho do experiente treinador estrangeiro foi aprovado.Veja também: Brasil perde para a Alemanha e diz adeus ao sonho olímpico Moncho: 'Jogadores não seguraram as lágrimas no vestiário' Jogadores brasileiros lamentam perda da vaga em Pequim"Ele se tornou uma pessoa muito querida. Gostamos muito dele e ele, de nós. Queria agradecer o trabalho que ele fez, por ter vindo da Espanha e dar todo o seu coração e a sua força. Ele ajudou demais o nosso time", disse o pivô Tiago Splitter. O jogador, porém, mostrou-se preocupado com a idade do treinador (63 anos) e com seus problemas físicos - Moncho sofreu uma delicada operação de hérnia no início do ano. "Ele é uma pessoa idosa, necessita de cuidados. Mas acho que ele também quer continuar e isso é muito bom."O ala-armador Alex Garcia, capitão da equipe junto com Marcelinho Machado, fez questão de dizer que o Brasil evoluiu com Moncho, mesmo tendo pouco tempo para trabalhar. "Eu gostei muito de trabalhar com ele, assim como todo o grupo", afirmou. "O trabalho que ele fez é totalmente diferente do que estávamos acostumados. Acho que deveríamos seguir esse planejamento."FUTUROPreocupado em perder o ônibus no qual deixaria a Arena Olímpica de Atenas, Gerasime `Grego' Bozikis, presidente da Confederação Brasileira de Basquete, fez apenas um comentário a respeito da eliminação do Brasil no torneio pré-olímpico."O que posso dizer agora? Foi um grande jogo e brigamos muito", disse o dirigente, abatido, na saída da área vip do ginásio. Questionado se poderia comentar a respeito do futuro da seleção, o presidente disse que estava atrasado para pegar o ônibus que o levaria ao hotel Divanis Caravel, onde as delegações do campeonato estão hospedadas.Presidente da CBB desde 1997, Grego permaneceu alguns minutos fitando a quadra após o encerramento da partida contra os alemães. Recebeu o consolo de outros dirigentes brasileiros e de sua mulher, que o acompanhou à Grécia, seu país natal. O presidente deve se pronunciar oficialmente neste sábado.

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