Esporte Clube Pinheiros/Divulgação
Esporte Clube Pinheiros/Divulgação

Pinheiros aposta em paraguaio

Araujo é um dos reforços do clube paulista para o NBB e a Liga Sul-Americana

ALESSANDRO LUCHETTI,

27 de setembro de 2012 | 09h44

O basquete paraguaio vive uma das melhores fases de sua história. E quem colhe os benefícios é o basquete brasileiro. O pivô Guillermo Araujo Cappello, natural de Assunção e um dos melhores jogadores do país vizinho, reforça o Pinheiros na disputa da Liga Sul-Americana e do NBB, os dois principais objetivos do time do técnico Claudio Mortari.

As aspirações do basquete guarani são modestas. Enquanto o Brasil se afligia por ficar fora de três edições seguidas do torneio masculino olímpico, o Paraguai se ausentou por 50 anos do pré-olímpico.

"Já ganhamos das seleções B do Brasil e da Argentina. Conseguir vaga no Mundial será difícil, mas a gente quer representar nosso país da melhor forma possível na Copa América de Caracas", afirma Araujo. Esse torneio, em agosto de 2013, vai classificar as quatro melhores equipes para o Mundial da Espanha/2014.

Por algum motivo, o ditador Alfredo Stroessner mandou demolir o principal ginásio de Assunção, que está sendo reconstruído. A transmissão do campeonato paraguaio é feita pela tevê aberta.

"Agora tem estrutura. Antes não tínhamos nada. Nos treinos, cada um ia com sua camiseta e sua garrafa d’água. Agora temos uniforme e isotônico", festeja Araujo, que defendeu o Paulistano na última edição do NBB.

O pivô estrangeiro é um dos cinco reforços do Pinheiros. Os outros são o armador Penna, o ala americano Joe Smith, o ala Márcio Dornelles e o pivô Bambu.

O NBB começa dia 24 de novembro. Antes, de 9 a 11 de outubro, a equipe participa da fase inicial da Liga Sul-Americana em Ibarra, no Equador. O Grupo A tem também o Obras Sanitárias, da Argentina (atual campeão), além de Cenaturos de Apure (VEN) e Mavrot (Equador).

Na comissão técnica também há mudanças. O principal auxiliar de Mortari agora é Cesar Guidetti. João Marcelo Leite, que já comandou o Paulistano e o próprio Pinheiros, perdeu prestígio e já não tinha ascendência sobre lideranças do time, como Shamell e Marquinhos.

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