Brian Snyder/Reuters
Brian Snyder/Reuters

'Pobres bebês, não podem atuar por noites seguidas', diz ex-jogador da NBA

Charles Barkley, ex-atleta e comentarista de TV, critica reclamação dos jogadores em atividade por atuarem em sequência por dois ou mais dias ao longo da temporada

O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2017 | 21h58

A exemplo do que vemos no futebol, a NBA também tem ex-jogadores polêmicos e de opiniões fortes e sem filtros analisando o esporte. É o caso do ex-jogador Charles Barkley, conhecido crítico do Golden State Warriors, atual campeão da liga, e de LeBron James, maior jogador da atualidade. E que mais uma vez não aliviou: ironizou a reclamação dos atletas, insatisfeitos com a quantidade de partidas em noites seguidas realizadas nas últimas temporadas.

Hoje comentarista em uma emissora de TV dos Estados Unidos, 'Chuck' é bastante crítico com o ritmo e a qualidade do basquete atual, sempre fazendo comparações com a sua época - ele esteve em atividade entre 1984 e 2000, tendo passado por Philadelphia 76ers, Phoenix Suns e Houston Rockets, além da seleção dos Estados Unidos, como ala-pivô do Dream Team de 1992.

Integrante do Hall da Fama do basquete norte-americano, ele não conteve as palavras ao comentar a insatisfação dos jogadores da liga quanto ao calendário da temporada regular - a NBA anunciou que atenderá o pedido deles e diminuirá a quantidade de jogos em noites seguidas para todas as equipes.

"Quero 'elogiar' a NBA", ironizou Barkley, durante discurso dado em uma universidade norte-americana nesta quarta-feira. "Você sabe, esses pobres bebês não podem atuar em jogos em noites seguidas. Eles estão ganhando 20, 30, 40 milhões de dólares (em torno de 60, 90 e 120 milhões de reais) por ano. Mas nós queremos fazer tudo o mais conveniente possível pra eles. Nós não podemos deixá-los estressados. Então vamos fazê-los ficarem mais confortáveis ainda. Os jatos particulares e hotéis de quatro estrelas não são suficientes", criticou.

Conhecido por questionar a qualidade do basquete atual, o ex-jogador, em seguida, apontou sua metralhadora para a NBA por acatar a reclamação dos atletas - eles, em média, passarão a atuar 14,4% das partidas da temporada regular em noites seguidas, contra 16,3% da temporada 2016/17, em um total de 82 partidas feitas por cada time antes dos playoffs.

"Eu estou muito bravo pelo fato da NBA (não) falar: 'Espere um pouco. Nós pagamos 30, 40 milhões de dólares e vocês não podem jogar por duas noites seguidas? Na minha época nós voávamos em voos comerciais e jogávamos mesmo assim. É uma piada", afirmou. "Na verdade, é triste, porque isso desrespeita os fãs. Alguns deles só conseguem ir aos jogos uma vez por ano, e eles ignoram esse fato. A liga ter que esticar a temporada por causa disso é ridículo", sentenciou.

A temporada 2017/18 da NBA começará mais cedo que o comum, em 17 de outubro, e a rodada de abertura terá como destaque a partida entre o Cleveland Cavaliers e o Boston Celtics, equipes envolvidas na troca dos armadores Kyrie Irving e Isiah Thomas.

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