Presença do Brasil não está garantida nos Jogos Olímpicos

Secretário-geral da Fiba Américas diz estar preocupado com administração da CBB

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2014 | 14h29

FORTALEZA - O Jogo das Estrelas novamente foi uma festa bonita, com vitória da equipe formada pelos destaques nacionais, o NBB Brasil, sobre o NBB Mundo, por 126 a 116. Mas no final, o secretário-geral da Fiba Américas, Alberto Garcia, fez uma dura advertência: quer um trabalho melhor da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) e disse que a vaga do país anfitrião nos Jogos Olímpicos de 2016 não está garantida de antemão.

"Estamos muito preocupados com a administração da CBB. A situação financeira da entidade está muito ruim", afirmou o dirigente argentino. Garcia conversou com o Secretário-geral de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser. Ambos pretendem convocar uma reunião com Carlos Nunes, o presidente da CBB, para aclarar as coisas. Por enquanto, Garcia faz questão de ameaçar a entidade, para que ela se mexa. Ele diz que o Brasil ainda não quitou a doação à Fiba, relativa ao convite para a Copa do Mundo de basquete da Espanha, que começa no final de agosto. O valor é de 1 milhão de francos suíços (cerca de R$ 2,6 milhões). Segundo Garcia, a CBB pagou uma parte do valor (que não soube precisar) e se compromete a quitá-lo até 2016, mas ele não vê condições de que isso seja cumprido.

"A CBB tem que mudar sua gestão. Falta-lhe credibilidade. É claro que é impensável o Brasil organizar os Jogos de 2016 e não participar no basquete. Mas essa vaga não está garantida. O Brasil terá que fazer bom trabalho na Copa do Mundo e terá que participar do Pré-Olimpico também".

Garcia diz que o Brasil manifestou interesse em sediar os Pré-Olímpicos masculino e feminino de 2015, mas não pagou as taxas. "A taxa de cada evento era de US$ 15 mil. Se o Brasil não tem US$ 30 mil, o que se pode dizer do basquete brasileiro?",

Garcia ficou especialmente irritado com a recusa de um convite para um torneio sub-18 feito pela Euroliga em Milão. "Há um torneio sub-18 que faz parte da programação do Final Four da Euroliga. A entidade chamou o Brasil, mas a CBB disse que não havia dinheiro". Embora reserve elogios ao NBB, García vê problemas na base. "A liga feminina tem oito equipes, e todos os times do NBB precisam de estrangeiros para completar seus elencos. Não há formação de jogadores. A base não existe".

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