Presidente da CBB se irrita com polêmica sobre Moncho

Gerasime Bozikis foge das perguntas sobre a demora para conseguir o visto de trabalho para o treinador

Daniel Brito, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2008 | 20h21

O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Bozikis, o Grego, reclamou da polêmica sobre a falta de visto de trabalho do técnico da seleção masculina, Manuel "Moncho" Monsalve. "O problema nos aeroportos entre Brasil e Espanha já foi resolvido pelos nossos ministros", esquivou-se o dirigente, relacionando o caso à política de reciprocidade no departamento de imigração de ambos os países, nos últimos dias. "Com tanta coisa para falar, ainda tenho que tratar desses assuntos." Em entrevista por telefone, ele respondeu à maioria das perguntas reiterando que o estrangeiro está no país como convidado da confederação. "Moncho não está trabalhando. Ele precisava conhecer a comissão técnica", justificou, ligeiramente exaltado. O presidente nem sequer mencionou que bastaria a ele apresentar uma carta-convite que daria direito ao técnico a realizar as atividades relativas ao seu cargo. De acordo com a legislação brasileira, um estrangeiro convidado tem 30 dias para permanecer no país sem o visto de trabalho, já que o nome de Moncho não consta no Ministério do Trabalho nem do Ministério da Justiça. Grego diz ainda que a CBB não está pagando salários ao treinador, apenas os hotéis em que ele vem se hospedando no Brasil. "Estrangeiros não podem trabalhar no país sem visto. Mas não se preocupe, quando Moncho chegar para trabalhar, em junho, já terá toda a documentação pronta", prometeu, irritado. O espanhol fica no país até quinta-feira, quando retorna para a Espanha. De lá sairá sua primeira convocação, em maio. Os treinos terão início em junho. No mês seguinte, a seleção embarca para Atenas, onde tenta a última cartada para se classificar para os Jogos de Pequim, de 14 a 20 de julho - 12 seleções disputam as últimas três vagas. O dirigente esquivou-se das perguntas sobre a demora para adquirir a permissão do treinador. O anúncio da contratação do espanhol foi feito pela própria CBB em 18 de janeiro. O espanhol desembarcou no País no último dia 11 e foi apresentado oficialmente à imprensa na mesma data, na sede da confederação. Desde então, assistiu a dois jogos do Flamengo, líder do Campeonato Nacional, e chegou a conversar com o ala Marcelinho Machado, uma espécie de talismã da seleção principal e nome certo na primeira convocação do espanhol.  Moncho ainda acompanhou os treinos da seleção sub-15, na Urca, e na noite desta terça-feira veria, em Brasília, o jogo do Universo, atual campeão brasileiro, contra o Saldanha da Gama, pelo Nacional. Nesta quarta, ele será apresentado ao ministro do Esporte, Orlando Silva. "Quando Lula Ferreira era técnico do COC e não tinha contrato com a CBB, ele veio a Brasília, ao meu lado, para conversar com o ministro. Com Hélio Rubens, ocorreu o mesmo", defendeu-se Grego.

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