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Pressionado, Bauru tenta evitar o título do Flamengo

Equipe paulista perdeu a primeira partida, no Rio de Janeiro

Marcius Azevedo, O Estado de S. Paulo

30 de maio de 2015 | 05h00

O Paschoalotto/Bauru está contra as cordas. Dono da melhor campanha na primeira fase do NBB, campeão da Liga Sul-Americana e da Liga das Américas, o time paulista entra em quadra hoje, às 10h, no Ginásio Neusa Galetti, em Marília, para evitar o quarto título (o terceiro consecutivo) do Flamengo no torneio nacional e empurrar a decisão para o terceiro jogo, no mesmo local, no próximo sábado.

A equipe do técnico Guerrinha terá de se superar para continuar sonhando com o primeiro título do NBB - foi campeão nacional em 2002 ainda quando o campeonato era organizado pela CBB - depois da surra que levou na primeira partida, terça-feira, no Rio de Janeiro. O Rubro-Negro fez um jogo quase que perfeito e superou o rival por 22 pontos de diferença.

Bauru aposta na experiência do elenco. Aos 35 anos, Alex Garcia tem três títulos do NBB no currículo, todos pelo Brasília. A equipe conta ainda com Rafael Hettsheimeir (28), Murilo (31), Robert Day (33) e Larry Taylor (34, além de Ricardo Fischer (24), que, apesar de ser o titular mais jovem, tem disputou quatro temporadas do NBB.

 

Outro aspecto que serve de motivação é o desempenho nos playoffs. A equipe paulista já se viu em outras situações adversas - contra Franca e Mogi das Cruzes - e conseguiu evitar uma eliminação. A diferença, desta vez, é que o Flamengo tem um time mais forte do que os adversários anteriores e, claro, está motivado depois da vitória acachapante no primeiro jogo. Além disso, o jogo não acontece no Panela de Pressão porque o ginásio em Bauru tem capacidade inferior ao exigido pela Liga Nacional de Basquete para uma final.

"Esse playoff enfrentamos Franca e Mogi, dois adversário complicadíssimos e conseguimos a virada. É claro que estamos falando de uma equipe muito mais forte agora, porém a gente tem time para conseguir a vitória, só precisamos focar em nosso trabalho, colocar em prática em quadra aquilo que estamos treinando e vencer a partida", afirmou o ala Alex Garcia.

Para superar o Flamengo, o time paulista terá de retomar sua produção ofensiva. Na primeira partida, quando Bauru fez apenas 69 pontos, o aproveitamento nos arremessos de quadra foi de apenas 42,1% (16/38) e de 26,1% (6/23) nas bolas de três pontos. 

"Nosso time trabalha muito duro todos os dias, acho que precisamos melhorar a nossa atitude dentro de quadra do primeiro jogo. Nós começamos bem a partida, porém o principal problema foi que não conseguimos ter um bom aproveitamento em nossos arremessos e não reagimos", comentou. 

Bauru também terá de controlar um pouco mais os nervos, já que alguns jogadores apresentaram momentos de irritação. A equipe vai atuar ainda mais pressionada hoje.

Do outro lado, o Flamengo pretende obviamente tirar proveito desta pressão sobre o adversário e conquistar o título, sem necessidade de um terceiro confronto. Assim que acabou o jogo de terça-feira o discurso já foi no sentindo de minimizar o peso da larga vantagem no placar.

O técnico José Neto exige concentração total da equipe. "A gente sabe do potencial do Bauru e foi um jogo (o primeiro) atípico. Temos certeza de que o jogo lá vai ser muito mais difícil e a gente vai preparado para conquistar uma vitória", afirmou o ala Marcelinho.

"Foi um jogo atípico. Será muito duro, Bauru virá com muita força, por isso precisamos superar o que fizemos no primeiro jogo para conquistar o título", completou o armador Vitor Benite.

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