Patrick T. Fallon/Reuters
Patrick T. Fallon/Reuters

Quatro famílias processam empresas por acidente aéreo que matou Kobe Bryant

Familiares alegam que companhias foram descuidadas e negligentes, mas não culpam o piloto

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2020 | 12h47

Familiares de oito dos passageiros mortos em acidente de helicóptero em janeiro, que vitimou Kobe Bryant e sua filha Gianna, se juntaram à família do astro da NBA em um processo judicial contra as empresas que possuíam e operavam as viagens da aeronave.

Os dois processos ocorrem um em nome de três membros de uma única família, enquanto o outro é de uma mulher que ajudava nos treinos de basquete da filha de 13 anos de Bryant. Ambos foram registrados eletronicamente no Tribunal Superior de Los Angeles.

O par de ações acontecem dois meses depois da viúva de Kobe, Vanessa Bryant, também abrir processos judiciais contra a Island Express Helicopters, que realizava as operações do helicóptero, e contra a Island Express Holding Corp, empresa então responsável pela outra.

Diferentemente da ação que está sendo movida pela esposa do ex-jogador do Los Angeles Lakers, os novos casos são idênticos, ambos com sete páginas, e não nomeiam o piloto morto do acidente, Ara Zobayan, ou seu representante, como réu. Todos os processos alegam que as duas corporações foram descuidadas e negligentes.

Um processo foi movido por dois filhos de John Altobelli, técnico de beisebol do colégio de Orange Coast College, que também foi vítima do acidente aéreo junto com sua filha de 13 anos, Alyssa, que jogava no mesmo time de Gianna. Outra ação foi registrada pelo marido e três filhos de Christina Mauser, que ajudava Bryant a comandar a equipe feminina de basquete.

O grupo formado por nove pessoas (o piloto e oito passageiros) estava indo para um torneio de basquete no dia 26 de janeiro quando o helicóptero caiu após entrar no meio de uma forte névoa em Los Angeles.

Uma inspeção inicial feita por autoridades dos Estados Unidos concluiu que não havia sinais de falhas mecânicas dentre os destroços recuperados. O piloto teria quase tirado a aeronave do meio da espessa névoa quando a mesma virou de repente e caiu na encosta de uma montanha.

Vanessa Bryant, que entrou com o processo no mesmo dia em que seu marido e filha foram homenageados publicamente com um memorial, em fevereiro, alega que Ara Zobayan foi descuidado e negligente por ter pilotado naquelas condições climáticas e que deveria ter cancelado o voo. Também foram vítimas Sarah Chester e sua filha Payton, outra companheira de equipe de Gianna.

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