Everton Caires/Divulgação
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Rappa Dura tenta conduzir Ginástico à Liga Ouro, divisão de acesso ao NBB

Técnico de clube de Belo Horizonte confia na base do time que participou do LDB

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

09 de janeiro de 2014 | 17h30

SÃO PAULO - É comum, no futebol, ex-jogadores passarem a ter seus sobrenomes conhecidos depois que se tornam treinadores. Rapadura, pivô que passou por Palmeiras, Franca, Corinthians de Santa Cruz do Sul e Casa Branca, agora também é chamado de uma forma supostamente mais formal: Rappa Dura. Ele é o técnico do time de basquete do Ginástico, de Belo Horizonte, onde iniciou sua carreira.

Rappa Dura, o novo apelido de Wilson Félix, vai aproveitar a boa base do clube, quinto colocado na Liga de Desenvolvimento de Basquete, para conseguir bom desempenho na Supercopa Brasil, que deve começar em março. As datas da competição serão divulgadas pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete) na próxima semana. O objetivo de Rappa é uma vaga na Liga Ouro, como vem sendo chamada a divisão de acesso ao NBB. O nome ainda não foi decidido.

O Ginástico foi quinto colocado na Liga de Desenvolvimento de Basquete, campeonato disputado por jogadores sub-22. O clube de Belo Horizonte era o único entre os oito finalistas que não tem time no NBB.

O clube tentou contratar o veterano Estevam, que também iniciou a carreira no Ginástico, e Rodrigo Bahia, mas não conseguiu a verba necessária.

Félix começou a jogar aos 17 anos, e, por apostar nos duros alimentos açucarados como fonte de energia, acabou ganhando o apelido com o qual ficou famoso no meio do basquete.

Rappa é um raro exemplo de pivô que se torna treinador. Os apanhadores de rebotes têm a fama de serem considerados os mais obtusos entre os jogadores de basquete. "Isso é verdade sim, vejo agora como treinador. A gente tem mais facilidade para ensinar os alas e armadores. Os pivôs têm mais dificuldades para andar e correr. Mas eu era um pivô inteligente, até jogava na posição três (ala)".

O Ginástico vem revelando bons jogadores nas divisões de base, como o armador Carioca, destaque do LDB. Outro bom nome é João Victor, filho de Rappa. Lateral de 1,95m, ele está cursando o colegial em Phoenix e já tem sete propostas para jogar em universidades.

 

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