David J. Phillip/AP
David J. Phillip/AP

San Antonio Spurs espera reação de Manu Ginóbili contra o Miami Heat

Dono de três títulos da NBA, argentino, que criou fama com a capacidade de fazer jogadas imprevisíveis, ainda está devendo nas finais

O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2013 | 08h05

SAN ANTONIO - Antes de seu início, as finais da NBA foram definidas como um embate de dois trios de grandes jogadores. Por Miami Heat, a trinca formada por LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh; pelo San Antonio Spurs, Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili. Disputados quatro jogos do confronto, que está empatado em 2 a 2, o único que ainda não correspondeu em nenhuma partida é o argentino Ginóbili, campeão olímpico em Atenas/2004 e vice-campeão mundial em Indianápolis, dois anos antes.

 

"Ele não está bem, não encontrou seu ritmo de jogo ainda. Creio que é óbvio que não tem a confiança de sempre e sabe perfeitamente que não rendeu como esperamos e como está acostumado a produzir. Mas o que podemos fazer para que ele se conecte?", pergunta-se o experiente técnico da equipe texana, Gregg Popovich. Ginóbili tem média de 7,5 pontos nos jogos dos play-offs, contra 11,8 na temporada regular.

 

Nitidamente, o argentino se sentiu incomodado com as perguntas feitas a respeito desse assunto. "Não sou alguém que anota 30 pontos por jogo", declarou. Depois, admitiu que seu desempenho não está correspondendo às suas próprias expectativas. "Estou surpreso. Oxalá pudesse anotar mais. Mas não está acontecendo. Tenho que ensaiar os movimentos, movimentar a bola. Se os arremessos não entram, tenho que passar a bola e não forçar as coisas. Não é isso que me pedem".

 

Ginóbili é um dos homens de confiança de Popovich por causa da sua capacidade de fazer jogadas imprevisíveis. Em um bom dia, é um atacante intrépido, capaz de romper rígidos sistemas de marcação com movimentos surpreendentes. No primeiro jogo, ofereceu um rápido vislumbre dessa habilidade ao acertar um passe para Tony Parker por debaixo das pernas de Norris Cole.

 

O técnico do Miami Heat, Eric Spoelstra, não quer colher os frutos por essa ineficácia de Manu e diz que não é a marcação da equipe da Flórida que está podando a pontuação do argentino. Mas Spoelstra sabe que encestar não é um atributo que fez a fama de Ginóbili, e teme que a qualquer momento ele volte a ser o jogador que costuma ser. "Ele é meio parecido com o nosso Dwyane. O que faz dele particularmente perigoso é sua imprevisibilidade, sua capacidade de ser agressivo e de fazer coisas que ninguém espera. Aí é que está o perigo que ele oferece".

 

Ginóbili vai completar 36 anos no mês que vem. Vai se tornar agente livre em poucos meses, mas diz que não pensa em se aposentar. Há três anos, quando seu contrato expirava e sofria uma lesão após outra, Popovich não renovou com ele até que melhorasse o rendimento. Agora, Manu terá que voltar a provar seu valor.

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