Divulgação/FIBA
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Seleção de basquete esquece revés e tenta feito histórico contra EUA no Mundial

Brasil precisa bater seleção norte-americana e torcer por vitória grega para avançar na China

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2019 | 04h30

Depois de sofrer uma derrota por 91 a 73 para a República Checa por 91 a 73, no último sábado, em Shenzhen, e se complicar no Mundial Masculino de Basquete que está sendo realizado na China, a seleção brasileira precisa conquistar uma vitória histórica sobre os Estados Unidos nesta segunda-feira, a partir das 9h30 (horário de Brasília), em confronto válido pelo Grupo H da competição.

Com três vitórias e uma derrota em quatro jogos no torneio, o Brasil ainda terá de torcer por uma vitória da Grécia sobre a República Checa na primeira partida do dia, às 5h30 (de Brasília), para ter maiores chances de classificação às quartas de final.

E em caso de triunfo dos checos sobre os gregos, os brasileiros só poderão avançar à próxima fase da competição se bateram a equipe norte-americana comandada por Gregg Popovich por 22 pontos de diferença, o que é bastante improvável que possa acontecer.

Principal cestinha da seleção na derrota para os checos, com 12 pontos, Vitor Benite exaltou a importância de os brasileiros controlarem a parte psicológica para desbancar o favoritismo dos Estados Unidos, que não perde uma partida atuando com jogadores da NBA em quadra desde as semifinais do Mundial de 2006, quando foram surpreendidos pelos gregos.

"A pancada que a República Checa nos deu nos mostrou uma realidade na qual não podemos acumular emoções demais depois de cada partida. Eles foram superiores ofensivamente e defensivamente e mereceram a vitória. Só que do mesmo jeito que não podemos comemorar muito quando estamos bem, não podemos abaixar a cabeça após uma derrota como essa. Só dependemos de nós contra os Estados Unidos. Agora é hora de muito foco, ter os pés no chão, trabalhar muito e nos concentrar porque os Estados Unidos já mostraram que não são imbatíveis. Mas para vencer teremos que mudar nossa mentalidade, contra os checos não fomos o Brasil que vínhamos sendo", destacou Benite, por meio de declarações reproduzidas pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB). 

E ele acredita que é possível desbancar o favoritismo dos norte-americanos. "Da mesma maneira que se perde de 22 pontos um jogo, pode se perder de um ou se ganhar de 20, só que a cabeça tem que estar tranquila. Não podemos achar que esse é o Brasil, nós já mostramos nessa Copa do Mundo que temos potencial para irmos longe. Esse é o momento de nos unirmos, são nos momentos difíceis que um time tem que se fechar e mostrar confiança. Temos que esquecer a República Checa e dar tudo contra os Estados Unidos", completou.

Com a experiência de quatro participações em Mundiais, Marcelinho Huertas, de 36 anos, exibiu discurso parecido com o de Benite ao projetar o embate diante dos norte-americanos. "Será um jogo completamente diferente. Temos que esquecer o quanto antes a derrota para a República Checa, trabalhar para não repetir os mesmos erros e entrar para ganhar. A realidade do basquete americano é outra, eles não vieram com o time principal e talvez possam sentir a falta de alguns líderes, temos que tentar tirar alguma vantagem disso. Eles sofreram em alguns jogos da preparação, ganharam da Turquia num verdadeiro milagre e temos que ir para cima deles confiantes em conquistar uma vitória e nossa classificação", projetou.

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