Paulo Pinto/AE
Paulo Pinto/AE

Seleção feminina se prepara para o tri da Copa América

Meta é conquistar a competição em casa e garantir vaga ao Mundial de 2010, na República Checa

Fabrício Lima, Jornal da Tarde

18 de setembro de 2009 | 20h33

Foram quase 80 dias de treinos em Barueri. Um inédito período de preparação para a Copa América, torneio que começa na quarta-feira em Cuiabá (MT) e que dará três vagas ao Mundial de 2010 na República Checa.

A cobrança sobre o técnico Paulo Bassul era por uma renovação do elenco, que começou com 24 jogadoras até o corte da pivô Karina Jacob, na sexta, que fechou o grupo com 12 atletas.

O elenco convocado pelo treinador no início dos trabalhos, apesar de contar com jovens talentos como a pivô Clarissa (21 anos) e a lateral Izabela (22), tinha a média de idade de 26,5 anos. Bassul aproveitou o período para observar as novatas, mas no final das contas optou por uma equipe mais experiente, com média de 28 anos.

A ideia da comissão, que tem Janeth e César Guidetti como assistentes, é mesclar jovens e maduras. Por isso, chamou as armadoras Adrianinha (29) e Helen (36), e as pivôs Alessandra (35), Mamá (31) e Kelly (29).

"A primeira parte do trabalho serviu para observar o grupo com as mais jovens, durante quase um mês. Foi legal, porque deu para ver muitas meninas, e algumas surpreenderam positivamente", comentou Bassul.

Foi o caso da pivô Franciele, que passou pelo teste e garantiu sua vaga. Aos 21 anos, Fran tem ao seu lado a experiência do Pré-Olímpico/2007, no Chile, quando o Brasil foi terceiro. E sentiu a frustração do 11.º lugar na Olimpíada de Pequim/2008.

"A evolução da Fran aqui foi grande no aspecto da confiança, do físico, melhorou a leitura de jogo...", explicou o técnico. "Ela vai bem no processo de amadurecimento e está se transformando em uma raridade para nós."

No segundo período, Bassul pôde enfim contar com o grupo completo, sem as jogadoras da NBA (Iziane e Érika). Chegaram Alessandra, Kelly, Karen Gustavo e Mamá. Só assim a seleção passou a focar a Copa América.

Antes da competição, o Brasil fez dois amistosos com a Argentina, que serviram para Bassul pôr a casa em ordem. "Foram úteis porque pudemos analisar o nosso jogo e fazer alguns ajustes."

Há quem diga que a convocação das atletas mais experientes será o motivo do fracasso brasileiro. O chefe aposta no elenco e acha que a Copa América será um divisor de águas na Seleção. A vaga no Mundial é prioridade. "Temos de dar um passo de cada vez, mas claro que a meta é o título. Não podemos errar."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.