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Seleção feminina tem missão complicada para se garantir no Mundial de Basquete

Brasil enfrenta Austrália, Coreia do Sul e Sérvia em torneio classificatório que começa nesta quinta-feira e concede duas vagas

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2022 | 05h00

A seleção brasileira feminina de basquete quer dar mais um passo para se recolocar entre as principais forças da modalidade. A partir desta quinta-feira, no Ranko Zeravica Sports Hall, em Belgrado, capital da Sérvia, o Brasil entra em quadra no Pré-Mundial. A equipe comandada pelo técnico José Neto terá pela frente Austrália, Coreia do Sul e Sérvia.  

São duas vagas em disputa para o torneio que está programado para começar em 21 de setembro deste ano. A Austrália, como anfitriã do Mundial, já está garantida. Com isso, o Brasil, teoricamente, precisa vencer uma partida para se classificar.

A tarefa, no entanto, não é tão simples. A seleção chega desfalcada de Damiris e Clarissa, duas das principais jogadoras na atualidade, e, além disso, há o trauma do Pré-Olímpico para os Jogos de Tóquio. Naquela oportunidade, em Bourges, na França, bastava uma vitória sobre Porto Rico e isso não se confirmou. 

A estreia será diante da Austrália, nesta quinta-feira, às 8h. No sábado, o Brasil enfrenta a Coreia do Sul, às 14h, e encerra sua participação no domingo, diante da Sérvia, às 17h. Os dois primeiros jogos terão transmissão pela ESPN2. O último compromisso será exibido pela ESPN.

"Cada competição tem uma história. Para esta temos adversários que vêm com propósitos diferentes. Austrália já classificada vem com um propósito de desenvolver sua equipe. Diferentemente da Sérvia, Coreia e Brasil que vêm para brigar por duas vagas. Então temos de focar jogo a jogo", afirmou o técnico José Neto, ao Estadão.

A Austrália caiu nas quartas de final em Tóquio para os Estados Unidos, que conquistaram o ouro. A Sérvia ficou na quarta colocação na Olimpíada no ano passado, mas é a atual campeã europeia e vai jogar em casa. Com isso, o jogo de maior possibilidade para o Brasil será diante da Coreia do Sul. 

"É uma surpresa. O Brasil não joga contra uma seleção asiática há muitos anos. Apesar disso, a partida contra as coreanas precisa ser vencida e estamos trabalhando para isso", afirmou o treinador.

Apesar dos desfalques de Damiris e Clarissa, Neto confia no grupo da seleção. A equipe vai contar com a experiência de Érika de Souza, com a juventude de Kamilla Cardoso e Stephanie Soares, que atuam no basquete universitário dos Estados Unidos, além de outras jogadoras que estão atuando na Europa, como Tainá Paixão, Isabela Ramona e Débora Costa.  

"São duas jogadoras importantes para qualquer equipe. Com certeza farão muita falta, mas acredito que, apesar desta dificuldade de não termos essas jogadoras, temos possibilidade de conseguir a classificação e aí está o nosso foco", disse.

No total são apenas 12 vagas para o Mundial. Uma diferença enorme em relação ao torneio masculino, que vai contar com 32 seleções. Austrália e Estados Unidos estão classificados. Os outros participantes serão definidos em mais dois torneios, um em Osaka e outro em Washington, também nos próximos dias.

"Esta é uma decisão da Fiba e muitos países estão reivindicando o aumento dos participantes em uma próxima edição. Espero que possa acontecer, porque a participação em um Mundial da modalidade pode proporcionar uma possibilidade de maior investimento para o desenvolvimento da mesma no país", afirmou Neto.

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