Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Sem comprometimento não vamos conseguir nada, diz Rubén Magnano

Em entrevista à TV Estadão, treinador destaca a preparação para o Mundial de basquete

Marcius Azevedo e Renan Fernandes, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2014 | 14h55

SÃO PAULO - A pouco mais de cinco meses da estreia do Mundial de basquete na Espanha, o técnico da seleção brasileira, Rubén Magnano, ressaltou a importância do comprometimento dos jogadores para a conquista de bons resultados na competição. "O Brasil precisa muito disso, para fazer um pouco daquilo que fez nos Jogos Olímpicos. Sem comprometimento não vamos conseguir nada", afirmou o técnico em entrevista à TV Estadão, nesta terça-feira.

O treinador argentino também falou sobre a relação com os atletas brasileiros que atuam fora do País, que ficou um pouco desgastada depois do fracasso na Copa América da Venezuela. Magnano promete viajar aos Estados Unidos para conversar com os jogadores que atuam na NBA. A Espanha também será um dos destinos do técnico. "Estamos numa situação parecida com o pré-olímpico de Mar del Plata (antes dos Jogos de Londres). A diferença é que naquela oportunidade tínhamos conseguindo uma classificação direta", disse.

Magnano deixou claro que pretende contar com todos os jogadores e, para isso, espera que eles possam estar jogando até o dia da convocação. "Não adianta estar numa grande equipe e não jogar. Um cara que não joga é difícil chegar na seleção e se sair bem. Eu gosto do jogador que joga, seja na NBA ou no Barcelona", disse Magnano, um dos grandes responsáveis pelo retorno do Brasil à Olimpíada após um hiato de 16 anos.

O técnico da seleção admite que Nenê e Anderson Varejão estão sofrendo com problemas de lesão, mas acredita na boa preparação para o Mundial, que terá início para o Brasil no dia 30 de agosto. "Ficaremos de olho neles, mas temos tempo", afirmou.

CONVITE

A presença do Brasil no Mundial só foi possível após um convite da Fiba. A vaga direta não foi conquistada devido à fraca campanha na Copa América, disputada em agosto do ano passado. Na ocasião, a equipe de Magnano acabou eliminada na primeira fase depois de perder para a Jamaica. Jogadores como Lucas Bebê, Vitor Faverani, Tiago Splitter, Anderson Varejão, Marquinhos, Leandrinho e Nenê pediram dispensa da equipe.

Segundo o treinador, porém, a seleção tirou lições do episódio. "Fiquei muito triste. Gostaria muito de ter conseguido (classificar) dentro da quadra. Quando soube da possibilidade do convite, fiquei mais tranquilo. Foi um aprendizado para nós", ressaltou.

O técnico minimizou as críticas feitas por Oscar Schmidt após o torneio continental. Para Magnano, a decisão Fiba de incluir o Brasil está ligada à história do País no basquete. "Ele (Oscar) também é responsável pelo convite, assim como Vlamir, Amauri. Não tenho problemas com as críticas dele", disse.

"Ouvi alguma coisa, mas é estranho, porque antes da Copa América ele considerava o trabalho positivo", completou o argentino, que promete conversar com o Mão Santa na primeira oportunidade que tiver, com o objetivo de esclarecer o assunto.

PREPARAÇÃO

De acordo com Magnano, 80% da preparação já está definida. O cronograma terá início na terceira semana de julho. O Brasil vai disputar um quadrangular no Brasil e outro na Argentina. Ainda está previsto uma partida contra os Estados Unidos em Chicago e depois o time segue para a Europa para mais amistosos.

A última etapa da preparação será em Granada, palco da primeira fase para o Brasil. "Ainda quero mais dois amistosos próximo do Mundial, talvez contra Lituânia e Croácia", comentou.

O técnico admitiu que trabalha com uma lista de até 18 jogadores. No total, 12 jogadores irão defender o País na competição. Há, inclusive, a chance do retorno de Marcelinho Machado, que se despediu da seleção. "Está jogando muito bem. Se tiver que ser convocado, será", afirmou.

O Mundial da Espanha será disputado entre os dias 30 de agosto e 14 de setembro. A seleção está o Grupo A, ao lado da Espanha, dona da casa e vice-campeã olímpica, França e Sérvia, além de Irã e Egito. A estreia será contra os franceses, atuais campeões europeus. "O grupo do Brasil é muito competitivo, mas isso não importa tanto. Estamos no Mundial. É importante para a continuação do trabalho", afirmou Magnano.

Na sequência, a equipe brasileira enfrenta o Irã (31), Espanha (1.º de setembro), Sérvia (3) e Egito (4). Para passar à segunda fase, o Brasil precisa terminar entre os quatro primeiros. Se for o quarto, pega o primeiro do Grupo B, de Argentina, Croácia, Filipinas, Grécia, Porto Rico e Senegal.

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