Sem contrato com o Barça, Marcelinho Huertas vai tentar a NBA

A dois meses do final da temporada na Europa, o armador brasileiro Marcelinho Huertas admitiu pela primeira vez, nesta segunda-feira, que pretende assinar contrato para disputar a NBA na próxima temporada. O contrato do jogador de 31 anos com o Barcelona chega ao fim no meio do ano e, assim, ele estará livre para se transferir para o mercado norte-americano.

Estadão Conteúdo

27 de abril de 2015 | 18h37

"Agora é a hora", disse Huertas, em entrevista publicada pelo site Yahoo! Sports, dos Estados Unidos. "Se você olhar para os novatos da NBA, há armadores incríveis, mas não tantos caras que podem sair do banco e rodar o time, marcar pontos, da mesma forma que podem liderar um grupo de jovens jogadores", argumenta o armador.

Há sete anos no Barcelona, um dos principais clubes da Europa, Huertas perdeu espaço na equipe nesta temporada, tanto que só foi titular em metade dos jogos da Liga ACB (o campeonato espanhol).

O armador acredita que a idade não será empecilho para ele nos EUA, apesar de completar 32 anos em maio. Huertas usa como exemplo o argentino Pablo Prigioni, que brilhou no basquete espanhol e só se transferiu para a NBA em 2012, quando já tinha 35 anos. Mesmo assim, foi reserva importante para o New York Knicks (por duas temporadas e meia) e para o Houston Rockets, equipe pela qual joga a atual pós-temporada.

"Prigoni é o cara que mais é comparado a mim, porque a trajetória da sua carreira na Europa foi similar à minha. Assim como ele, eu quero comandar um time sem ter que me preocupar com marcar pontos", argumenta Huertas, que pode assinar contrato com equipes da NBA como agente livre, uma vez que não tem idade para o draft.

Pesa a favor do armador brasileiro um mercado que promete ser movimentado para a próxima temporada. Diversas equipes estão com espaço nas suas folhas salariais e vários são os bons jogadores que ficarão sem contrato. As franquias que não se derem bem com o troca-troca podem apostar em jogadores de confiança e não tão caros, como seria o caso de Huertas.

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