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'Seria pretensão me comparar a Durant', diz o jovem Bruno Caboclo

Em seu primeiro ano na NBA, brasileiro tenta conter a euforia com o bom início no Toronto Raptors e evita se colocar no nível do 'ídolo'

Estadão Conteúdo

02 de dezembro de 2014 | 12h20

Oito pontos, duas cestas de três, um toco, um rebote e uma ponte aérea. Bruno Caboclo ainda fez pouco na NBA, mas a empolgação com o garoto de 19 anos, primeira escolha do Toronto Raptors no último draft, é enorme. Bastou um surpreendente último quarto contra o Milwaukee Bucks, no último dia 21, para que Bruno fosse comparado a Kevin Durant, astro do Oklahoma City Thunder e MVP da última temporada regular.

"O pessoal confunde, desde a primeira vez que alguém disse que eu era parecido com o Kevin Durant. A minha semelhança com o Durant é o físico e não o basquete. Seria muita pretensão minha me comparar ao Durant. Quero muito chegar ao nível do basquete dele, mas agora não tem nada a ver esta comparação", disse Caboclo, em entrevista publicada nesta terça-feira no site da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

Para ele, a estreia na NBA "foi boa, mas poderia ter sido melhor". A opinião vai de encontro ao dos torcedores do Toronto Raptors, que não se cansaram de gritar o nome de Bruno na segunda mais ampla vitória da história da franquia e levaram Caboclo aos termos mais citados no Twitter no mundo durante aquela partida.

A empolgação se justificava pelo início arrasador. Na primeira bola que recebeu, Caboclo acertou uma enterrada de ponte aérea. "Quebrou o gelo. Daí em diante fiquei um pouco mais tranquilo", relembra o ala, que no ataque seguinte iniciou a jogada pegando um rebote e a finalizou com uma cesta de três pontos.

"Eu já vinha sentindo este calor da torcida desde o início da pré-temporada, mas da forma com que eles se comportaram naquele momento, quando entrei no jogo, foi inesperado, incrível", conta.

Desde então, Bruno sequer foi relacionado pelos Raptors. Assim, contém a empolgação. "Não me deixo contaminar pela empolgação. Aprendi que é assim mesmo, tudo aqui é muito intenso. Continuo meu trabalho, no dia seguinte a batalha continua e tem novos desafios pela frente. O que você fez ontem já não é o suficiente amanhã."

Ele explica que, aos 19 anos, ainda se adaptando à NBA, tem uma rotina diferente dos companheiros. "Temos três situações: dia de jogo, dia de viagem e dia de descanso. Normalmente treino três vezes por dia, manhã, tarde e noite. Em função dos treinos específicos, chego ao ginásio uma hora e meia antes que todos os outros jogadores e vou embora uma hora depois que termina o treino coletivo. Por ainda não estar jogando regularmente, minha rotina é diferente dos demais. Quando temos viagem ou jogo, naquele dia específico, a carga de treinamentos fica reduzida a dois períodos."

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