Vicente Robles/EFE
Vicente Robles/EFE

Splitter aponta garrafão como 'identidade' da seleção

Jogador do Spurs completa quinteto de pivôs com Nenê, Varejão, Giovannoni e Caio Torres

AE, Agência Estado

20 de junho de 2012 | 17h56

SÃO PAULO - O novo momento do basquete masculino brasileiro permite à seleção ter um elenco dos mais equilibrados de sua história. Mas em nenhuma posição há tantos bons valores quanto no garrafão. E agora o quinteto de pivôs ficou completo para o período de treinamento em São Paulo com a chegada de Tiago Splitter, que se junta a Nenê, Anderson Varejão, Guilherme Giovannoni e Caio Torres, este último convocado devido às lesões de Rafael Hettsheimer, estrela da campanha do Pré-Olímpico, e de Murilo, MVP do último NBB.

Para Splitter, vice-campeão da Conferência Oeste da NBA com o San Antonio Spurs, o garrafão é a principal referência da seleção de Rubén Magnano. "Acho que é um garrafão muito físico. Talvez não tenhamos arremessadores, quem faz mais isto é o Guilherme, mas acho que esta vai ser nossa identidade, o garrafão. Teremos força, rebote e defesa, não vai ser fácil meter bola ali dentro. Vamos defender bem o nosso garrafão. Essa será nossa primeira preocupação", comentou o jogador, que se uniu aos companheiros na terça, pouco mais de uma semana após o início da preparação.

Com tantos bons valores, Mangano deverá ter dificuldades em escolher o quinteto inicial.

Varejão e Giovannoni, teoricamente, devem brigar pela vaga de ala-pivô. Slitter deve disputar posição com Nenê e Caio. E os três, assim como Varejão, têm a mesma altura: 2,11m.

"Não penso em titularidade, essa dor de cabeça aí fica para o técnico. A gente está em uma seleção. Os melhores jogadores do Brasil estão aqui e ninguém está se preocupando com titularidade, com o tempo que ficará em quadra. Queremos o resultado e o melhor para o Brasil", garante Splitter.

O pivô do San Antonio Spurs atrasou sua apresentação porque jogou as finais de conferência de NBA e também para acompanhar o nascimento do primeiro filho, Benjamin. O bebê ficou nos Estados Unidos, com a mãe e a avó materna, mas uma câmera instalada no berço do garoto permite a Splitter acompanhar o filho 24h por dia, se desejar.

O jogador garante que, apesar do momento marcante de sua vida pessoal, não deixou de cuidar do físico. "Estou bem. continuei trabalhando nos dias de folga em San Antonio para não perder o ritmo. Ontem (terça) já treinei, hoje (quarta) já treinei também, então está tudo bem e estou preparado para esta fase de treinos."

Tamanho sacrifício para tentar buscar, em Londres, uma medalha olímpica que não vem há 48 anos para o basquete masculino brasileiro. "Temos que pensar em conquistar medalha, sim. Não adianta ir lá para a Olimpíada só com o objetivo de participar. Estamos pensando em ganhar, pensando em chegar a uma medalha, e é esse o objetivo."

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