João Pires/Divulgação
João Pires/Divulgação

SporTV pode transmitir jogos da NBA em breve, diz dirigente da LNB

Antiga Meta da liga norte-americana de basquete é penetrar na programação da Rede Globo e aumentar a audiência de seus jogos

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2014 | 20h13

Um namoro bem antigo resultou em casamento, enfim oficializado nesta quinta-feira, no Esporte Clube Pinheiros. A NBA e a Liga Nacional de Basquete, que gere o campeonato NBB, anunciaram uma parceria capaz, em tese de oferecer vários frutos a ambos os parceiros.

Nenhuma das partes divulga valores ou prazo do contrato. Mas uma minuta dele foi repassada aos clubes, e seu conteúdo foi vazado para o portal UOL, que divulgou o valor (R$ 15 milhões) e a extensão do compromisso (até 2018). A cada temporada, serão liberados R$ 5 milhões. A médio prazo, o objetivo da LNB é que os clubes não tenham que gastar com passagens aéreas, hospedagem e taxas de arbitragem.

A NBA tem vários objetivos: elevar a base de fãs/consumidores de basquete no Brasil e aumentar a audiência, com a finalidade de melhorar os valores dos contratos televisivos.


"As conversas começaram em 2009. A NBA queria vir para o Brasil, queria a Globo. Mas a Globo avisou que, se abraçasse a NBA, mataria o NBB. E então a conversa ficou muito tempo sem sair do lugar, mas com muito interesse da NBA e do NBB. Até que finalmente houve um acordo para desvincular a parte comercial do NBB da Globo", disse Kouros Monadjemi, ex-presidente da LNB, hoje diretor de relações institucionais. "A NBA olha para o Brasil, um país que tem 200 milhões de habitantes, e vê que é muito pequena. A ESPN mostra, mas dá uma merrequinha de audiência. Então eles perceberam que tinham que criar uma atmosfera de basquete no Brasil. Eles querem a Globo. As conversas com o SporTV estão avançadas. Em breve, o SporTV pode vir a transmitir", acrescenta Kouros.

A NBA está de olho também na mão de obra nacional. Hoje há sete brasileiros jogando na liga americana. Olheiros de nove franquias da NBA vão acompanhar os jogos do LDB, a Liga de Desenvolvimento de Basquete (sub-22) do NBB. E a LNB está de olho em simplesmente tudo o que a NBA puder oferecer.

"Queremos que venham até preparadores físicos deles. Como conseguem fazer três jogos por semana em várias partes dos EUA e disputar 82 jogos por temporada. Aqui nossos atletas jogam duas vezes por semana e jã estão morrendo. Queremos clínicas de treinadores, fisioterapeutas. Queremos jogos de pré-temporada. Podemos trazer jogadores da D-League (Liga de Desenvolvimento da NBA) e distribuir um a cada time do NBB. Por que não?", empolga-se Kouros.

Expressando-se num português já bastante satisfatório, o chefe do departamento estratégico e financeiro da NBA, Jason Cahilly, deu uma declaração grandiloquente sobre as perspectivas da parceria. "O NBB pode se tornar um dos maiores campeonatos profissionais de qualquer parte do mundo. O Brasil tem uma história excelente na modalidade e não podemos esperar para fazer parte de seu futuro".

Kouros acha que este é o momento de o basquete brasileiro reencontrar sua grandeza. "Temos os melhores parceiros, Rede Globo e NBA. Se o nosso basquete não voltar a ser o segundo esporte na preferência dos brasileiros, terá sido por incompetência nossa". 




  

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