Técnico aposta no futuro do basquete

Inexperiência, irregularidade, mas com um futuro indiscutível. O diagnóstico é do técnico da seleção brasileira masculina, Hélio Rubens, que desembarcou nesta segunda-feira em São Paulo, após derrota do Brasil por 78 a 59 (37 a 22) para a Argentina na final da Copa América, domingo à noite, em Neuquén, na Argentina. O bronze ficou com o Canadá, que venceu Porto Rico por 102 a 95. "Nossa solução é ter mais intercâmbio, continuar com o trabalho de massificação e promover mais a interação entre árbitros, técnicos, jogadores, clubes e a Confederação."O Brasil foi vítima do maior massacre das finais da Copa América. Registou um anti-recorde: seis minutos para marcar a primeira cesta. Terminou o primeiro quarto com 6 pontos (23 a 6). Na terceira etapa, ficou mais seis minutos sem marcar, parando no 24º ponto. A maior diferença da partida foi de 33 pontos para os argentinos (59 a 26).Essa é quinta derrota seguida para o rival sul-americano. Nos últimos 21 jogos, o Brasil venceu seis. O cestinha Emanuel Ginobili, com 28 pontos, marcou quase a metade dos pontos do Brasil. Marcelinho, com média de 21 pontos por jogo, na decisão, atuou 20 minutos e não marcou. Demétrius fez 9 pontos. "O Brasil está correndo atrás. Vamos conviver ainda com a irregularidade", observa Hélio Rubens, para quem o objetivo foi alcançado: a vaga para o Mundial de 2002, em Indianápolis. Hélio disputará o sétimo mundial da carreira. "Os argentinos fizeram um trabalho de renovação há 12 anos e estão colhendo os frutos. Esse time é considerado por eles o ?Dream Team?."Hélio observa que a solução é uma questão de tempo. "O trabalho de massificação está sendo feito pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) por meio das Copas Sul, Nordeste e Sudeste, que reúnem 179 clubes." Além disso, os atletas terão até o Mundial (29 de agosto a 2 de setembro) 50 partidas internacionais. "É preciso também que os árbitros do Brasil tenham uma postura diferente. Aqui relou, apitou. Lá fora, o jogo tem mais contato."

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