Técnico celebra 20 anos do título mundial de basquete feminino

Equipe comandada por Magic Paula e Hortência Marcari bateu a China na decisão do Campeonato Mundial na Austrália em 1994

AE, Agência Estado

12 de junho de 2014 | 10h24

Há exatos 20 anos, no dia 12 de junho de 1994, a seleção brasileira feminina de basquete conquistou seu título mais importante até hoje e escreveu seu nome na história da modalidade. Do outro lado do mundo, na Austrália, a equipe comandada por Paula e Hortência bateu a China na decisão e faturou o Campeonato Mundial. No banco de reservas, o técnico Miguel Ângelo da Luz comandava aquela talentosa geração.

"Como passou rápido. Já se foram 20 anos", disse o treinador ao site da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). "Desde o início dos treinamentos, o Waldir Pagan (supervisor), que já tinha acompanhado as meninas em outras competições, falava que iríamos ganhar o Mundial. Foi um empenho muito grande das jogadoras e de toda comissão técnica. Elas fizeram por merecer jogo a jogo. Nossa participação foi passar para elas muita tranquilidade para que as vitórias acontecessem naturalmente."

Miguel Ângelo da Luz assumiu a seleção em 1993 sem experiência no basquete feminino e deu continuidade ao trabalho de Maria Helena Cardoso, que havia liderado a seleção à medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1991, em Cuba. E a chegada do treinador deu certo. Além do título mundial, ele comandou o Brasil na campanha que culminou na medalha de prata da Olimpíada de Atlanta, em 1996.

"Foi um casamento perfeito. Não conhecia pessoalmente as jogadoras. Houve muita resistência de todos os lados. Dos técnicos, da imprensa e dirigentes. Fui colocando aos poucos meu trabalho, com a ajuda dos demais membros da comissão técnica, e conseguimos administrar a rivalidade clubística que havia dentro do grupo. Fomos trabalhando a união delas para termos um final feliz. Um casamento muito bonito", lembrou.

Naquele Mundial, o Brasil passou em segundo no Grupo C, na primeira fase, com vitórias sobre Taiwan e Polônia e derrota para Eslováquia. Na segunda fase, novamente a segunda colocação no Grupo F, desta vez com vitórias sobre Cuba e Espanha e derrota para a China. Na semifinal, vitória surpreendente sobre as favoritas norte-americanas. Até que na decisão, a revanche contra as chinesas.

Apesar dos emocionantes dois jogos finais, Miguel Ângelo da Luz elegeu a vitória sobre a Espanha como a mais importante do Mundial. Naquele momento, as duas seleções disputavam diretamente a vaga. Uma derrota deixaria o Brasil fora das semifinais, mas veio o triunfo, que deu moral às jogadoras.

"Foi um jogo muito nervoso e a Espanha era favorita ao título. Ficamos atrás do placar quase 39 minutos, quando passamos a frente e conseguimos a vitória. Com a vaga na semifinal, o time cresceu, criou mais confiança, mais maturidade. A participação da Janeth contra as espanholas foi fundamental", lembrou o treinador.

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