ROBSON FERNANDJES/ESTADÃO
ROBSON FERNANDJES/ESTADÃO

Técnico Claudio Mortari pede maior diálogo entre CBB e atletas da NBA

Comandante do Pinheiros defende entendimento entre seleção, jogadores e clubes

MARCIUS AZEVEDO, Agência Estado

16 de agosto de 2013 | 13h46

O técnico do Pinheiros/Sky, Claudio Mortari, saiu em defesa dos jogadores, principalmente os que atuam na NBA, que pediram dispensa recentemente, abrindo mão de disputar a Copa América e que foram bastante criticados por Rubén Magnano. Para o treinador, não é uma situação tão simples. Muitas vezes, segundo ele, o jogador sofre pressão para não se apresentar à seleção.

"Continuamos encarando esses atletas que atingiram esse status como aquele que jogava aqui, quando morava debaixo da arquibancada e tomava tubaína. Não acordamos para uma realidade em que o cara ganha US$ 30, 20 milhões por ano", afirmou.

Treinador da seleção nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, Mortari defende um entendimento entre Confederação Brasileira de Basquete, jogadores e suas respectivas equipes. Para ele, Magnano apenas causa um constrangimento desnecessário ao convocar jogadores como Nenê, Anderson Varejão, Tiago Splitter para torneios menores.

"O que precisa ser feito com esses jogadores é traçar rotinas, quais competições eles poderão vir. Não podemos viver a cada convocação uma situação de o cara vem, o cara não vem, é, não é... Fica uma coisa complicada."

"Hoje se convoca já sabendo que o jogador não vem. Todo mundo que você conversa, diz isso. Então, se todo mundo sabe, a CBB também sabe. Falta entendimento, porque você convoca e, se ele não vier, fica mal perante todo mundo, vão dizer que os caras são mascarados, etc. Isso coloca o atleta em uma situação constrangedora. Tenho certeza que ele recebe uma pressão absurda da equipe em que ele joga", continuou.

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