Jonathan Daniel/AFP
Jonathan Daniel/AFP

'Temos um time bom para brigar por vaga nos playoffs', afirma Felício

Pivô quer acelerar o processo de reconstrução do Chicago Bulls

Gabriel Melloni, Marcius Azevedo, Renan Fernandes, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2018 | 05h00

O Chicago Bulls viveu o auge da NBA com Michael Jordan. Foram seis títulos. Agora o momento é bem diferente. A franquia passa por um momento de reconstrução. A atual fase não incomoda o brasileiro Cristiano Felício. Indo para sua quarta temporada na maior liga de basquete do mundo, o pivô vê chance de o time avançar aos playoffs. 

O Chicago Bulls está em um processo de reconstrução. Como a comissão técnica trabalha o emocional dos jogadores para que os resultados em quadra não desanimem os atletas pensando no projeto futuro?

Sabemos o quão difícil será essa temporada para a gente, mas estamos treinando muito forte para melhorar a cada dia, para fazer com que esse processo de reconstrução da franquia não seja longo e que o Bulls possa voltar ao caminho das vitórias, voltar aos playoffs. Acredito que a gente esteja num caminho bom. Sabemos que o título é algo distante, mas ninguém está desanimado por isso. Estamos todos pensando no futuro e com a cabeça muito boa pra fazer o nosso melhor.

Como você vê a disputa na Conferência Leste? É possível pensar em playoffs?

Com a saída do LeBron, a Conferência Leste fica um pouco mais fraca. São poucos os times que podemos dizer que estão com vagas garantidas nos playoffs. Temos um time jovem, com qualidade, um time bom para brigar por vaga. Vamos jogar firmes todos os jogos.

Qual foi sua reação ao ver o time draftando o Wendell Carter Jr., um jogador da sua posição? E qual seu relacionamento com ele e com o Markkanen? Mesmo sendo novo você já virou "professor" desses jovens?

O Wendell é um cara talentoso, que veio para ajudar o time e, com certeza, tem um futuro brilhante. Tenho treinado com ele, conversamos bastante, é um menino quieto também, mas que dentro de quadra está mostrando garra, bom posicionamento, ajudando o time ao máximo. Eu, ele e Lauri falamos bastante e temos um convívio muito bom. Estou indo para o meu quarto ano, Lauri para o segundo e Wendell chegando à liga. Tento conversar com eles para passar um pouco do que passei no começo, porque não é fácil chegar à NBA. Tenho uma relação boa com eles.

Na última temporada você registrou 17.8 minutos em quadra, como imagina que será esta temporada em relação à minutagem?

Ainda não tenho muita ideia de como vai ser essa temporada pra mim, mas vou estar fazendo o meu melhor, como sempre fiz, dar o máximo para ajudar a equipe independente de jogar 5 ou 30 minutos.

Ter o Zach Lavine desde o início da temporada e a adição do Jabari Parker podem mudar o Bulls de patamar?

Com certeza, ter o Zach desde o começo da temporada e com a chegada do Jabari mudam as coisas pra gente dentro de quadra. São jogadores que fazem muita diferença, muito experientes, que sabem o que tem que ser feito e com certeza vão ajudar a agilizar esse processo de reconstrução para levar o Bulls ao caminho das vitórias.

 

 

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