Temporada da NBA começa e Lakers já são os favoritos

Time de Los Angeles é apontado como a principal força da liga; Boston Celtics quer surpreender mais uma vez

Alan Rafael Villaverde, estadao.com.br

28 de outubro de 2008 | 09h30

A temporada 2008/09 da NBA começa na noite desta terça-feira com a missão de, ao menos, equiparar-se com a anterior, vencida pelo então desacreditado Boston Celtics, que reformulou o elenco - trazendo o astro Kevin Garnett para ser o líder do grupo - para conquistar seu 17.º título na liga, e justamente sobre seu grande rival, o Los Angeles Lakers. Veja também:  Crise financeira mundial não poupa nem a NBA   Brasil tem três atletas na temporada da NBA  Ciente de que precisa atender à expectativa de seus fãs, a direção da NBA torce novamente pelo bom desempenho dos dois principais times para, quem sabe, uma repetição da última final. E, se depender dos gerentes das franquias da NBA, Lakers e Celtics realizarão uma nova final, a 12.ª na história, já que apontaram os dois clubes na próxima final, através de uma pesquisa realizada pela NBA sobre as projeções da temporada 2008/09. Dessa vez, no entanto, os dirigentes confiam na vitória dos Lakers, pelo menos para 46% dos entrevistados, enquanto apenas 19% acreditam que os Celtics conseguirão repetir o feito da última temporada. Para o técnico do time de Boston, Doc Rivers, isso não terá interferência alguma no planejamento da equipe, lembrando-se de que os Celtics, antes do começo da última temporada, sequer figurava entre os possíveis candidatos a conquistar uma vaga nos playoffs. "Eu não me importo com isso (pesquisa). No ano passado ninguém nos escolheu, mas nós nos escolhemos e vencemos", disse Doc Rivers, em entrevista ao jornal Boston Herald. A confiança de Doc Rivers não é à toa. Com a base formada por Ray Allen, Kevin Garnett e Paul Pierce (MVP das finais da NBA da temporada passada), o time de Boston não encontra adversários na Conferência Leste. O único que pode ter uma chance de modificar o cenário da conferência é justamente o time que faz a partida de estréia de hoje contra os Celtics, o Cleveland Cavaliers, do astro LeBron James e do brasileiro Anderson Varejão. Apesar de não ter realizado nenhuma grande contratação, os Cavaliers contam com uma base mais bem definida, com Ben Wallace e Varejão prontos para eliminar a principal jogada dos Celtics, o jogo de pivô que Kevin Garnett faz com maestria, abrindo espaços para os arremessos de Allen e Pierce. Eliminando tal jogada, o caminho fica livre para James mostrar que é o futuro da NBA. No ano passado, mesmo com a equipe enfrentando dificuldades com lesões e falta de entrosamento, o Cleveland por pouco não eliminou os Celtics na semifinal da Conferência Leste, perdendo por 4 jogos a 3. "Conhecemos bem o time deles, jogamos, inclusive, duas vezes na pré-temporada (Cleveland perdeu os dois jogos), e foram jogos muito equilibrados, decididos nos segundos finais, e dessa vez não deve ser diferente", prevê o brasileiro, livre as contusões que o tiraram do Pré-Olímpico de basquete, em julho deste ano, na Grécia. Se para o Boston o caminho parece ser fácil para voltar às finais da NBA, o mesmo não pode ser dito sobre os Lakers. Apesar de contar com o retorno do pivô Andrew Bynum, que não pode ajudar o time nos playoffs do ano passado por causa de lesão, a equipe liderada pelo "amado e odiado" Kobe Bryant encontrará resistência de, pelo menos, quatro times: San Antonio Spurs, New Orleans Hornets, Houston Rockets, Utah Jazz e Phoenix Suns. Os Spurs sofrem com o envelhecimento de seu elenco, o que ficou demonstrado na final da Conferência Oeste diante dos Lakers no ano passado, quando chegou a liderar, com folga, dois jogos, mas deixou o time californiano virar e vencer. O Phoenix Suns, do brasileiro Leandrinho, busca conciliar a rapidez dos contra-ataques com a forte marcação, seu ponto fraco nesta década. Para tanto, o técnico Mike D’Antoni foi demitido e o ex-jogador Terry Porter, de mentalidade defensiva, foi contratado, enquanto o Utah Jazz mantém a dupla Carlos Boozer e Deron Williams, comparada, a grosso modo, à dupla histórica formada por Jon Stockton e Karl Malone. O grande adversário para os Lakers deve ser o New Orleans Hornets. Com o armador Chris Paul e com o ala David West, sem contar com a aquisição do "mão-quente" James Posey, a equipe de Nova Orleans está mais madura com a derrota nas semifinais nos playoffs do ano passado e sabe neutralizar como poucos o "sistema triângulo" inventado pelo lendário técnico dos Lakers, Phil Jackson. JOGOS DESTA TERÇA-FEIRACleveland x BostonMilwaukee x ChicagoPortland x L.A. Lakers

Tudo o que sabemos sobre:
NBALos Angeles Lakers

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.