Kim Klement/USA Today Sports
Temporada da NBA comprova eficácia da 'bolha' Kim Klement/USA Today Sports

Temporada da NBA comprova eficácia da 'bolha' Kim Klement/USA Today Sports

Temporada da NBA comprova eficácia da 'bolha' e pode consagrar LeBron e os Lakers

Modelo foi um sucesso em meio à pandemia do novo coronavírus e se tornou uma referência no esporte

Imagem Marcius Azevedo

Marcius Azevedo , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Temporada da NBA comprova eficácia da 'bolha' Kim Klement/USA Today Sports

A temporada 2019-2020 da NBA pode chegar ao fim nesta sexta-feira se o Los Angeles Lakers superar o Miami Heat no jogo 5 da série melhor de sete da final. Além da consagração de LeBron James, que está muito próximo de conquistar o quarto anel de campeão, a liga americana comemora a eficácia da 'bolha' criada no enorme complexo da Disney, o ESPN Wide World of Sports, em Orlando, para a retomada da competição após um pedido de quatro meses de paralisação por causa da pandemia do novo coronavírus.

A NBA investiu aproximadamente US$ 150 milhões (R$ 838 milhões) para cumprir os protocolos sanitários necessários para manter todos os atletas e demais envolvidos em segurança. Ao todo, segundo o comissário da liga, Adam Silver, 6.500 pessoas participaram da operação que durou 95 dias. Foram 203 jogos disputados. "É como no final de um filme que começam os créditos e eles ficam rolando, rolando... São trabalhadores essenciais. As pessoas que fazem os nossos testes todos os dias, medem nossa temperatura, limpam nossos quartos, mantêm essas instalações, os motoristas..", afirmou Silver. "Gostaria de agradecê-los."

As 22 equipes chegaram ao local entre os dias 7 e 11 de julho. Os únicos testes positivos para covid-19 foram registrados nas primeiras semanas por causa do período de quarentena em que os sintomas ainda poderiam se manifestar. Além do isolamento nos quartos em um primeiro momento, os jogadores e demais integrantes dos times foram testados quase que diariamente. No dia 20 de julho para frente nenhum caso positivo foi registrado, segundo boletim divulgado pela NBA. Cada franquia contou entre elenco e outros profissionais com cerca de 30 pessoas.

Atletas, técnicos, estafe das franquias, imprensa e profissionais da liga ficaram hospedados em três dos 18 hotéis do complexo durante este período. O ecossistema da 'bolha' foi tão eficiente que não sofreu qualquer alteração mesmo depois da entrada de familiares. Os times que avançaram à segunda rodada dos playoffs ganharam o direito de reservar mais um quarto para receber até quatro pessoas.

Na série da final entre Lakers e Heat, por exemplo, 92 familiares estão assistindo aos jogos na AdventHealth Arena, um dos três ginásios que foram utilizados pela NBA no complexo. Eles se sentam numa área lateral, oposta aos bancos de reservas, seguindo as regras estabelecidas pela liga. 

O protocolo de segurança da 'bolha' foi criado com participação da NBA, da  Associação de Jogadores (NBPA), da Disney, além das autoridades de saúde pública da Flórida. O documento de 113 páginas certamente se tornou uma referência neste período de retomada. Outras competições já adotaram modelo similar.

"O resultado não poderia ter sido melhor. São mais de três meses de NBA Campus, uma estrutura muito bem montada e pensada nos mínimos detalhes, onde a segurança de todos esteve sempre em primeiro lugar, uma mega operação com zero testes positivos desde as primeiras semanas, que ajudou a criar uma atmosfera tranquila, controlada e ideal para que terminássemos a temporada", afirmou Rodrigo Vicentini, head da NBA no Brasil.

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O resultado não poderia ter sido melhor. São mais de três meses de NBA Campus, uma estrutura muito bem montada e pensada nos mínimos detalhes, onde a segurança de todos esteve sempre em primeiro lugar
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Rodrigo Vicentini, head da NBA Brasil

A NBA ainda avalia qual será o formato da próxima temporada, que deve começar no início de 2021. Há uma enorme possibilidade de o modelo da 'bolha' continuar como o ideal, apenas com algumas modificações. "A sensação é de orgulho de termos conseguido mesmo diante de muitos obstáculos e em um momento em que todos precisam disso", afirmou Silver. "Ainda estamos olhando para muitos dos mesmos fatores que examinamos para determinar o que fazer nesta temporada."

Em quadra, o Los Angeles Lakers está a apenas uma vitória de conquistar um histórico título por tudo que aconteceu ao longo da temporada. E LeBron James caminha fortemente para ganhar o quarto anel de campeão em sua décima final. "Neste momento, não me importa descansar ou dormir. Dentro de uma semana, no máximo, eu vou poder descansar. Poderei descansar por um mês inteiro, se quiser", avisou o astro. "O trabalho não está finalizado."

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Los Angeles Lakers quer título para Kobe Bryant: 'É disso que se trata', diz LeBron

Equipe da Califórnia vai jogar com uniforme "Black Mamba" no jogo com o Miami Heat, que pode definir o campeonato nesta sexta-feira

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2020 | 05h00

A imagem de LeBron James chorando ainda na pista do aeroporto de Los Angeles ao ser informado da morte de Kobe Bryant diz muito sobre o sentimento que o jogador tem entrado em quadra atrás do título da NBA nesta temporada. A conquista será confirmada com uma vitória nesta sexta-feira, quando os Lakers enfrentam o Miami Heat, no jogo 5 da melhor de sete da final, em Orlando. 

A trágica morte do astro em 26 de janeiro deste ano, em um acidente de helicóptero ao lado da filha Gianna e outras sete pessoas, tem sido constantemente lembrada pelos jogadores da franquia da Califórnia, principalmente LeBron, em diversos momentos da campanha. 

Antes dos jogos, por exemplo, o grito de incentivo é '1,2,3, Mamba', uma referência ao apelido "Black Mamba", alusão à perigosa cobra, uma das mais venenosas da África, que Kobe adotou para, mais tarde, criar a "Mamba Mentality".

Anthony Davis também gritou 'Kobe' após converter um arremesso decisivo no jogo 2 da série contra o Denver Nuggets, pela final da Conferência Oeste. "Ele acertou incontáveis arremessos como aquele para vencer partidas assim. Foi um momento especial para mim e para meus colegas", explicou.

Além disso, o time também atuou em diversas partidas desta temporada com o uniforme "Black Mamba", que foi desenhado pelo próprio Kobe anos antes da sua morte. A peça é preta e dourada. Existem detalhes para imitar as escamas da cobra.

Não à toa, os Lakers vão entrar em quadra mais uma vez com um uniforme especial para atender ao pedido dos jogadores. A camisa, que havia sido utilizado na vitória no jogo 2, não estava na programação inicial e vai substituir o tradicional roxo. O Miami Heat vai jogar de branco.

"É sempre especial representar alguém que significou tanto - não apenas para o jogo, mas obviamente para os Lakers por mais de 20 anos", afirmou LeBron, que era amigo de Kobe. "Para nós, queremos homenageá-lo em quadra, é disso que se trata. Estamos pensando na família Bryant, e eles estão conosco", completou.

Kobe atuou pelo Los Angeles Lakers por 20 temporadas. Foi sua única equipe na NBA. Ele conquistou cinco títulos (2000, 2001, 2002, 2009 e 2010), além de ter sido eleito uma vez MVP (Most Valuable Player) da temporada e duas vezes das finais. Ele encerrou sua carreira em 2012, com médias de 25 pontos, 5,2 rebotes e 4,7 assistências.

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A décima final de LeBron James na NBA

Acidente aconteceu na rodovia Raposo Tavares, em Sorocaba, em novembro de 2010

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2014 | 17h59

SOROCABA - As famílias de duas pessoas que morreram na queda de uma passarela na rodovia Raposo Tavares, em Sorocaba, em novembro de 2010, ainda esperam o julgamento da Justiça. Como ocorreu na Linha Amarela do Rio de Janeiro nesta terça-feira, 28, o acidente foi causado por um caminhão com a caçamba levantada. A estrutura de concreto caiu sobre a rodovia e atingiu uma Kombi, matando o motorista Wladimir de Almeida Pires, de 49 anos. O catador de latas Antonio da Silva, de 47, que seguia pela passarela de bicicleta, caiu e também morreu.

As famílias das vítimas e a concessionária da rodovia entraram com pedidos de indenização contra a empresa responsável pelo caminhão. O motorista que dirigia o veículo também é processado por homicídio culposo. De acordo com o advogado da empresa, José Bernardo Júnior, os laudos comprovam que o a caçamba foi acionada por falha mecânica, o que isentaria o motorista de culpa. As famílias das vítimas lamentam a demora nos processos.

Rio. Uma passarela despencou na manhã desta terça-feira, 28, na Linha Amarela do Rio de Janeiro depois que um caminhão com a caçamba levantada se chocou contra a estrutura. Quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas.

O delegado Fábio Asty, da 44ª DP (Inhaúma) disse que o motorista do caminhão Luiz Fernando da Costa, afirmou que não percebeu o acionamento da caçamba que derrubou a passarela. O tráfego de caminhões não era permitido no momento do acidente.

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